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Cinema (2)


E por falar em cinema nesse último domingo fui assistir “Uma noite no Museu 2”. Não, o filme não conseguiu chegar perto da primeira versão. Tarefa difícil pois o enredo não poderia mudar muito e o máximo que conseguiram foi acrescentar novos personagens. E para aqueles que não conhecem um básico da história americana algumas piadas ficarão sem sentido.

Mas o que eu queria comentar é sobre a indústria nacional de cinema. Sempre fui um crítico das leis de incentivos à cultura. Pelo menos do jeito que são no Brasil. Parece que atores, atrizes, diretores e todos os que trabalho com cultura ou são uns idiotas que não conseguem se sustentar ou são deuses que não devem passar por coisas que nós, reles mortais, passam como trabalhar para pagar as próprias contas.

Do jeito que está no Brasil, ser ator/atriz, principalmente famoso, virou apenas um hobbie já que não há risco nenhum na profissão. Podem fazer o pior filme do mundo que não dê um centavo de bilheteria, não há o menor problema já que o dinheiro não é deles mesmo e o butim já está no bolso. Uma maravilha.

Mas mesmo assim o cinema tem evoluido. Muito mais por conta não de diretores como Tizuka Yamasaki que intercala seus filmes “cabeça” de zero bilheteria com super produções como “Xuxa Popstar”. E mesmo uma milhonária como a Xuxa usa o seu e o meu dinheiro para bancar suas produções. Não é uma maravilha?

Ainda sim há uma luz no fim do túnel. Aparentemente a indústria tem deixado de lado o lance da “superioridade cultural” para fazer filmes que as pessoas, também chamadas de público ou de consumidores ou de mercado, queiram assistir. O fenômeno não é novo: vez por outra pintavam algo, digamos “assistível”. Hoje os títulos vem aumentando. O que é sempre bom.

Estamos chegando ao nível de Hollywood. Calma não é em relação aos orçamentos. Mas na capacidade de explorar desastres humanos e fazer um filme, provavelmente porcaria, mas “assistível” sobre isso. Então aguardemos:

Jean Charles, o filme, vem aí.

Tremei Hollywood! Tremei!

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Categorias:Cinema Tags:
  1. Anrafel
    junho 8, 2009 às 5:31 pm

    O diabo é que essa lei de incentivo cultural dá espaço para a Globo pegar o nosso dinheiro e produzir versões condensadas (e com mais palavrões) de novelas de Manoel Carlos estreladas por Tony Ramos e Glória Pires.

    Vade retro, ir ao cinema ver Tony Ramos e
    Glória Pires é de lascar!

    • vilarnovo
      junho 9, 2009 às 3:21 pm

      Com certeza. E o pior: a Globo não precisa desse dinheiro. Tem capacidade suficiente para buscar financiemento em outros lugares. É o capitalismo sem risco. Um mal da social-democracia.

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