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Sobre o IPCC e suas falcatruas…


Parte da entrevista com o Prof. Delgado Domingos, climatologista português:

O último dos relatórios do IPCC é de Novembro de 2007. O relatório fundamental, o do grupo I, tem 996 páginas. Como é muito técnico e complexo tem um resumo designado por sumário para decisores políticos. O sumário foi aprovado linha a linha pelos representantes dos governos e das organizações participantes em Fevereiro de 2007.

O facto extraordinário é que o sumário foi aprovado ainda antes de existir o relatório que era suposto resumir. Sucede mesmo que o relatório científico contradiz conclusões do sumário antecipado, nomeadamente quando este converte em certezas o que no relatório está rodeado de incertezas, hipóteses e precauções.

O sumário não corresponde fielmente a partes do relatório ?

Não. O sumário foi aprovado pelos representantes dos governos e é um documento político que invoca a ciência para se credibilizar. A sua redacção foi entregue a um grupo extremamente restrito de cientistas e houve mesmo alguns que afirmaram ser legítimo retirar as incertezas para forçar os políticos a tomar as decisões que o grupo achava importantes!

Para isso era necessário criar a percepção pública de iminente desastre global, mesmo que tal percepção não correspondesse à realidade. Como é sabido, desencadeou uma movimentação planetária e lançou o “terror” das alterações climáticas como um facto consumado.

Porque é que a um sumário, que é politico, se chama científico? Penso que tal se deve ao facto de os políticos quererem beneficiar da credibilidade que ainda existe na comunidade científica. Por outro lado, a comunidade científica permite-o porque o financiamento dos seus trabalhos depende dos políticos…

O senador Al Gore, que formou, juntamente com um ex vice-presidente da Goldman Sachs uma empresa com sede em Londres e escritórios em Washington e é considerado nos mercados financeiros um market maker (um fazedor de mercado) nos seus discursos para a alta finança, costuma sublinhar que “se nós mudarmos a percepção da realidade, nós mudamos a realidade”.

Na época da globalização e com a justificada emergência das questões ambientais, nada como criar uma ameaça também global e explorar as suas virtualidades económicas e financeiras, em benefício de uma agenda política ou empresarial.

 

via Mitos Climáticos

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  1. outubro 15, 2009 às 5:48 pm

    Não sou perito no assunto, mas a mistura de questões absolutamente técnicas com políticas e, ainda, com interesses dos market makers é complicada. Muito alarde se faz em relação aos problemas ambientais que estão na agenda principal de todas as cimeiras internacionais. Teremos a conferência de Kopenhagen agora em dezembro… O Brasil é acusado de desmatar a amazônia, dizem que se o mundo todo consumir como consome o americano médio a terra terá poucos anos de vida. Há sim um terrorismo em relação aos problemas ambientais. E tem gente que lucra com isso. Como disse outro dia um professor de direito ambiental: nesta área não se pode nunca ser radical.

  2. vilarnovo
    outubro 15, 2009 às 7:18 pm

    Com certeza. E olha que eu sou uma pessoa que separa totalmente essa mentirada de Aquecimento Global (e Mudanças Climáticas, o que é mais hilário ainda) de ecologia. Todos nós queremos lugares limpos para morar, respirar um ar mais limpo, florestas preservadas, espécies preservadas e etc…

    Acontece que não é isso que estão fazendo. Usando a tática do medo estão querendo criar todo um mercado, uma indústria que se baseia única e exclusivamente na mentira. Isso sem contar com o aumento dos impostos que serão desviados para uma turma de espertos que vão lucrar com a inocência e ignorância das pessoas.

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