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Obama não entendeu o recado

janeiro 29, 2010 2 comentários

Consegui assistir ontem o discurso de Obama no Congresso americano. Uma palavra: lamentável. Obama fez um algo de histórico: atacou o senado e atacou a suprema corte de uma maneira que só Roosevelt fez em 1937. E pior errou grosseiramente no ataque. Pior ainda? Errou em uma matéria em que ele deveria, supostamente, dominar que é o direito constitucional. Um dos membros da Suprema Corte deixou escapar um silencioso sonoro “not true” enquanto Obama realizava seus ataques equivocados. Foi patético.

O discurso de Obama foi recheado de retóricas, acusações, promessas às quais nós latino americanos estamos acostumados. Para ver o nível de desespero de Obama após a derrota em Massachusetts, ele prometeu de uma tacada só dobrar a quantidade de produtos exportados pelos EUA, criar dois milhões de empregos e bancar com recursos federais os estudos de terceiro grau dos americanos. Tudo isso em cinco anos e congelando os gastos públicos durante três desses cinco anos. Bom, se ele conseguir isso ele receberá o cargo de Mágico de Oz na próxima refilmagem.

Depois falou sobre a “crença majoritária sobre o aquecimento global” algo que em virtude dos escândalos ocorridos notadamente o Climategate – que está sendo investigado até pelo Congresso Americano – está, no mínimo, fora de moda. Endossou também o cap-and-trade, o comércio de créditos de carbono que no fundo é o real motivo de tanta fraude sobre o clima.

Uma das coisas que mais me impressionou foi a arrogância de Obama. Ele comentou diversas vezes que o povo americano estava chateado com ele. As pesquisas de opinião demonstram isso. É fato. Mas para Obama o povo americano está chateado com ele, pois ele não conseguiu impor suas “mudanças” da maneira que ele quer, ele falou claramente que o povo talvez esteja achando que ele não será a pessoa que será capaz de realizar as mudanças.

Santo Rei na Barriga! Será que ele não percebeu que a derrota para os republicanos na eleição para o senado significa totalmente o oposto? Será que ele não percebeu que o movimento “tea party” cresce a cada dia? Será que Obama foi tirado de tal forma da realidade por seus marqueteiros, pela mídia que o endeusa e pelos escolásticos e supostos intelectuais americanos que ele não consegue compreender o momento?

Obama atacou diversas vezes os republicanos por conta de não conseguir aprovar sua agenda. Ora bolas, se Obama não consegue aprovar seus projetos isso se deve única e exclusivamente ao seu próprio partido. Os democratas possuíam a super-maioria no Senado não necessitando dos votos dos republicanos para aprovar os projetos. E porque ele tem dificuldade? Pois há muitos democratas, que são eleitos por votos dos independentes, que estão apavorados, pois podem perder suas cadeiras na eleição que se aproxima.

Outro, digamos, erro (vamos ser gentis) de Obama foi dizer que na administração dele os lobistas foram banidos. Falta ele avisar aos mais de 30 que estão na equipe dele. Obama também disse que vai bater mais que Chuck Norris nos bancos bobos, feios e maus. Falta ele avisar que um ex-lobista da Goldman Sachs, um daqueles bancos bobos, feios e maus que causaram a crise trabalha para ele.

Obama está em uma séria enrascada. Se não mudar sua atitude arrogante terá uma derrota bem severa nas eleições desse ano. Não acredito que os democratas percam a maioria, mas que os republicanos vão avançar bastante para mim não há dúvidas. Só nos cabe esperar os próximos acontecimentos.

Pedro Dória

janeiro 28, 2010 2 comentários

Provavelmente essa já é uma notícia velha para muitos. O Pedro Dória, que na minha opinião foi o maior blogueiro do universo da web brasileira juntamente com o Idelber Avelar, voltou a escrever. Seu blog atual é mais ligado a sua atual posição como editor de informática do Estadão, porém os textos continuam com a mesma qualidade como não poderia deixar de ser.

O link para o seu blog está no blog roll logo alí na esquerda. Divirtam-se.

Categorias:Uncategorized

¿Qué passa, Venezuela?

janeiro 27, 2010 10 comentários

 A situação na Venezuela degenera-se a cada dia. Vou tentar abster-me às óbvias inclinações ditatoriais de Hugo Chávez e seu bolivarianismo e ater-me às causas econômicas da crise em um primeiro momento. Bom, se isso for possível pois há óbvias ligações entre a ditadura de feitio socialista na Venezuela e seu estado econômico atual. 

Pouco tempo depois de assumir o poder na Venezuela, Hugo Chávez iniciou sua marcha ao “Socialismo do século XXI”, o que não passou de medidas antiliberais, antimercado, centralizadoras e de confrontação ao capitalismo. Apesar de na sua campanha presidencial Chávez ter se comportado como um respeitador das leis econômicas, logo após assumir a presidência ele impôs sua agenda socializante.

Uma das primeiras medidas foi dissolver o Congresso, convocar uma Assembleia Constituinte e abolir o Senado (essas medidas são defendidas por alguns grupos de esquerda no Brasil, inclusive grupos dentro do PT e não é mera coincidência). A nova carta ampliou os poderes do mandatário para intervir em quase tudo. Chávez convocou uma nova eleição e apesar de inúmeras evidências de fraudes, foi “eleito” com 55% dos votos. Embasado pela “Ley Habilitante”, ele promulgou 49 decretos em um ano, sem necessitar da aprovação da Assembleia Nacional.

Um desses decretos era a Lei de Hidrocarbonetos, que fixava a participação estatal no setor petrolífero em 51% e a Lei de Terras e Desenvolvimento Agrário, prevendo a expropriação de latifúndios. Após uma greve geral em que houve dezenas de mortos em confronto com a polícia e partidários de Chávez, ele substitui a diretoria da PDVSA a empresa estatal de petróleo responsável por grande parte do orçamento da Venezuela.

As consequências de tais atos não tardam a aparecer: primeiramente empresas internacionais que tiveram bens nacionalizados decidem não mais investir na indústria petrolífera venezuelana e os diretores impostos por Chávez por conta de sua amizade não conseguem manter o padrão de produção da empresa. Pouco a pouco a quantidade de barris produzidos pela PDVSA começa a cair.

Em 2005 a oposição desiste de participar das eleições por conta das fraudes ocorridas e porque Chávez modificou as leis eleitorais e colocou juízes tanto no Supremo quanto no departamento eleitoral que são seus seguidores. Foi o maior erro da oposição. Logicamente, Jimmy Carter foi convocado para “referendar” as eleições. Aliás, essa é a especialidade de Jimmy Carter: referendar as eleições fraudadas de toda a esquerda latino americana.

Porém era época de vacas gordas, o preço do barril de petróleo batia recorde atrás de recorde. O dinheiro do ouro negro inunda os cofres venezuelanos e muitos acreditavam que esse ingresso de divisas iria causar a “doença holandesa” quem em pormenores diz que quando há um enorme ingresso de dinheiro no caixa de países isso pode causar a desindustrialização do mesmo. Muito se debate nos meios acadêmicos se algo assim acontece no Brasil ou se poderia acontecer no caso do pré-sal ser aquilo tudo mesmo que o governo vende aos brasileiros (sem a menor prova ou evidência se sequer será economicamente viável extrair petróleo no pré-sal).

No caso da Venezuela, que já caminhava a passos largos para uma ditadura militar, a “doença holandesa” encontrou um ambiente bem favorável: uma protoditadura com poderes extraordinários sobre a economia e propriedades privadas. Chávez aproveitou o dinheiro para expandir sua “revolução” para outros países, influenciando eleições na Bolívia, Equador, Guatemala e em outros países nem sempre com o mesmo sucesso. Gastou muito dinheiro fazendo isso, conquistando aliados comprados e inimigos ferrenhos.

Porém um dia a festa acabou. Devido à crise a cotação do petróleo despencou e o ingresso de divisas diminui bastante. Aqui a coisa se torna um pouco mais economês. Chávez para manter sua revolução realizava enormes gastos. Enquanto esses eram custeados pelo ingresso de dólares oriundos do petróleo ele conseguia manter certo equilíbrio mesmo que os sinais de que alguma coisa estava errada já estivessem acontecendo. E o primeiro sinal é a diferença entre a cotação do dólar no câmbio oficial e a cotação do dólar no paralelo. Para aqueles que não entendem como o mercado funciona esses sinais nunca serão entendidos.

Com uma inflação na faixa de 30% por conta dos gastos governamentais, as receitas devem crescer na mesma taxa da inflação ou até mesmo mais. Enquanto o preço do petróleo crescia mais ou menos nessa taxa estava tudo bem. Mas como os preços se estabilizaram uma maxidesvalorização foi necessária. Mas antes disso, em sua política populista, Chávez já havia tabelado preços de vários produtos, expropriado fazendas produtivas, empresas produtivas, cortado zeros em sua moeda.

Nós brasileiros já havíamos visto esse filme antes e sabemos o resultado: escassez de produtos, inflação, mercado negro, filas, dependência de importação e etc. Chávez também nacionalizou bancos privados, inclusive de apoiadores seus os chamados de “boligurguesia” que são aqueles que enriqueceram enormemente e rapidamente com o governo Chávez. Porém o motivo é bem diferente: Chávez nacionalizou os bancos para que suas operações ilegais não acabassem expostas quando da quebra desses bancos. Ele salvou sua própria pele. Com a maxidesvalorização da moeda, Chávez tenta manter seu poder de compra.

Se não me engano foi Dilma Rousseff, aquela que recentemente afirmou que ainda não era candidata à presidência apesar de já estar em campanha há pelo menos dois anos, que disse “Gasto (público) corrente é vida”. Chávez também entende assim. Então a maxidesvalorização tem como principal componente a possibilidade do príncipe em manter seus gastos e salvar sua “revolução” o fato que esse ano haverá eleições na Venezuela é um forte indicativo. E a inflação? Bom, às favas. Essa deve aumentar mais ainda, sacrificando ainda mais o povo venezuelano.

Fica claro que a Venezuela usava duas formas para se financiar: imposto inflacionário e divisas internacionais. A segunda acabou quando o preço do barril estabilizou. Sobrou a primeira. Não sei por que as palavras Zimbabue e Mugabe retumbam na minha cabeça… Quem gostava muito de maxidesvalorizações era Delfin Netto. O grande guru da economia do governo mais popular do Brasil nos últimos 5 bilhões de anos. Coincidência? O que poderemos esperar da economia venezuelana? Inflação. Mais escassez de produtos visto que quase 80% do consumo venezuelano é oriundo de importações e como o governo controla o câmbio, inclusive colocando cotações diferenciadas e mesmo assim abaixo do valor do mercado paralelo, podemos prever um futuro muito difícil para a Venezuela.

Tea Party

janeiro 22, 2010 8 comentários

Muito pouco no Brasil se fala no movimento “tea party” que voltou com toda a força nos Estados Unidos. Esse movimento representa uma importante parcela da população americana que defende uma menor intervenção do Estado na economia, menos impostos e valores tradicionais da cultura americana.

Foi esse movimento que causou a Revolução Americana e a consequente independência do país do domínio inglês.

Um jornalista do EL PAÍS escreveu: “Transferido para o início do século 21, o “tea party” é um movimento que substancialmente representa o medo do homem branco de classe média, exacerbado pela crise econômica e a chegada de um afro-americano à Casa Branca. Suas ideias e suas mensagens são uma mistura de anarquismo liberal, racismo e fanatismo religioso.”.

Podemos ver claramente que ele está certo por aqui:

Ei! Eu não sou branco! E não sou socialista!

Aqui também:

Martin Luther King era republicano!

Mais um?

Entrou por conta da MAD

Um negro com papel de destaque no movimento Tea Party? Mentira!

Pois é...

 

Também aqui:

Já chega de impostos!

A última, prometo:

Hei! Look at me! I'm not white! I'm not white!

Aliás, essa é uma acusação antiga. Em um programa da MSNBC, uma das redes de apoio ao governo americano (que tem visto sua audiência despencar) Chris Mattews comentou que um dos protestos patrocinados pelos “tea parties” era um movimento monocromático, ou seja, só havia brancos. Infelizmente para ele existe algo chamado Projeto 21, um movimento conservador e moderado negro e um de seus afiliados, Bob Parks escreveu na página do movimento:

“Aqui uma notícia fresquinha para o Sr. Chris Mattews: Eu estava lá. Assim como meu filho. Da última vez que chequei ambos somos negros – e não éramos os únicos negros lá. Eu conheço outros negros que estiveram lá, inclusive negros que tiveram oportunidade de discursar. Acredito que as câmeras da MSNBC não os filmaram.”

E finaliza a questão:

“Para mim, isto significa que Chris Mattews pensa que negros que não seguem a cartilha da esquerda ou são invisíveis – e aparentemente irrelevantes – ou tão vendidos que se tornaram brancos. Evidentemente ele não tem a coragem de nos receber em seu programa, então ele pode nos chamar de todos os “tea parties” de brancos na nossa cara.”

Bob Parks - Say it now, say it loud: I'm black - and a "tea party" - and I'm proud!

Bob Parks e seu grupo são apenas um dos que desmistificam o movimento dos “tea parties”. Aparentemente ambos os partidos majoritários se afastaram tanto dos anseios de grande parte da população americana que esta começou a renegar ambos os partidos.

A vitória republicana em Massachusetts não pode ser encarada totalmente como uma vitória republicana e sim como uma vitória do movimento “tea party”, pois o candidato vitorioso utilizou a estratégia de se afastar dos medalhões republicanos no Estado e pela primeira vez em décadas a cadeira do ícone democrata Ted Kennedy, ficou nas mãos de um republicano. E não em um republicano comum, mas um que de várias maneiras difere do próprio partido republicano.

Enquanto o movimento não for compreendido como um movimento totalmente legítimo, cujas propostas não diferem em absolutamente nada do que se pode encontrar dentro da constituição americana, na própria história daquele país, os políticos e jornalistas como o do El País continuarão a se espantar com vitórias dos candidatos ligados ao movimento e os partidos republicanos e principalmente o partido democrata sofrerão cada vez mais derrotas em eleições. E Chris Mattews continuará vendo sua audiência despencar e ver a audiência de pessoas como Glenn Beck (quem eu particularmente não tenho a menor simpatia) e da Fox News crescer exponencialmente.

Essa eleição foi a primeira e foi apenas um aviso. Será que eles irão compreender o que está sendo dito? Duvido.

Informe de Inteligência II

janeiro 18, 2010 Deixe um comentário

Coréia do Norte

Ultimamente o governo norte coreano mais do que insistir em debates sobre a questão nuclear insiste na definição da resolução de paz entre a Coréia do Norte e os Estados Unidos. Oficialmente os dois países continuam em estado de guerra. O governo norte coreano coloca como pré-requisito a assinatura do acordo de paz antes das discussões sobre o programa nuclear norte coreano.

Segundo a imprensa nacional (ou seja, oficial) Kim Chong-Il tratou assuntos que não costuma tratar como a falha do regime em prover os bens necessários à população. Tratou claramente sobre a quantidade de alimento e outros assuntos. Relembrou o desejo de seu pai, Kim Il-sung em “alimentar o povo com arroz e sopa de carne, vesti-lo com seda e fazê-lo morar em casas telhadas”.  Segundo um membro sênior do governo norte coreano foi a primeira vez que Kim Chong-Il tratou abertamente sobre dificuldades econômicas.

Porém isso não é novidade no regime stalinista norte coreano. Antes de sua morte Lim Il-sung também tentou uma guinada da economia para um regime mais aberto. Morreu antes que as intervenções tivessem efeito. Após assumir Kim Chong-Il teve que enfrentar diversas tentativas de assassinatos e uma revolta militar. Após retomar a primazia das Forças Armadas as tentativas de assassinato pararam. É de se esperar que no final de sua vida Kim Chong-il tente suplantar as conquistas de seu pai. No campo militar ele conseguiu. No todo resto fracassou miseravelmente.

 China

 Em resposta à venda de oito Fragatas Classe Perry e de um avançado sistema de interceptação de mísseis a Taiwan, a China realizou um teste bem sucedido de seu sistema de defesa contra mísseis balísticos.  O maior indicativo do sucesso do teste foi o protesto norte americano que reclama não ter sido notificado previamente.  A China possui grande capacidade de interceptar mísseis e inclusive destruir satélites em órbita.

Os chineses avisaram aos Estados Unidos que caso continuem vendendo armas para Taiwan perderiam apoio em diversos assuntos internacionais.  Isso poderá inclusive dificultar qualquer tipo de sansão contra o programa nuclear iraniano.

 Malásia

 Nove igrejas católicas foram atacadas por muçulmanos em resposta a uma decisão judicial que permite que católicos utilizem a palavra “Allah” em referência a Deus. Mulçumanos acreditam em uma tentativa dos católicos seja a conversão de mulçumanos para sua religião, o que é banido pela constituição malaia. Os cristãos representam 9% da população de 27 milhões de malaios.  O caso é um pouco mais complicado do que a simples conversão. O entendimento de “Allah” por parte dos mulçumanos é diferente do entendimento dos cristãos e dos judeus mesmo acreditando em um Deus único. Não é apenas semântica, portanto.

Atualmente a Malásia é considerada um local de trânsito, resguardo e local para tratamento de feridas de combate assim como um local de lançamento para ataques terroristas.

 Índia – Paquistão

 Tropas localizadas na fronteira dos dois países nas províncias de Jammu e Kashimira estão em estado de alerta máximo. A inteligência indiana indicou que tropas partindo da parte da Kashimira administrada pelo Paquistão estão tentando se infiltrar em território indiano. Foi a primeira vez nos últimos seis meses que um militar indiano foi morto por disparos ao longo da Linha de Controle. O Major General  Athar Abbas do Paquistão negou tal incidente.

 Iraque – Arábia Saudita

 O Presidente iraquiano Talabani pediu ao rei saudita Abdullah que intervenha para que as críticas sauditas ao clérigo shiita Grande Ayatollah Ali al-Sistani . Em carta enviada ao rei saudita Talabani afirma que os insultos causam “divisão e alimentam brasas no Iraque, na Arábia Saudita e outros países”.

Os sauditas nunca perdoaram os Estados Unidos por implantarem um regime shiita bem na sua porta.

 República Checa – OTAN

 O ministro do exterior checo Jan Kohout afirmou em Praga, durante uma conferência para discussão da OTAN que os membros do leste europeu da aliança esperam que o Artigo 5 seja ratificado. Esse artigo obriga que todos os países da aliança participem de um esforço militar caso um de seus membros seja atacado. Foi exatamente esse artigo que os Estados Unidos usaram para obrigar que outros membros da OTAN participassem dos esforços militares depois do 11 de setembro.

Os membros da OTAN do leste europeu sabem que a Rússia nunca se conformou com a perda para a OTAN desses países que outrora faziam parte de sua esfera de influência. O que aconteceu na Geórgia ( e o que continua acontecendo, com a Rússia subornando países para que reconheçam a independência de repúblicas separatistas) serviu de alerta.

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Avatar

janeiro 15, 2010 5 comentários

Pois é, eu vi. Duas vezes. O filme é excelente. Não pela sua história que é boboca demais, mas a tecnologia empregada no filme é impressionante. Logicamente estou me referindo à versão 3D. O último filme 3D que eu havia vista foi um do Freddie Kruger…

A grande vantagem é que o diretor de Avatar, James Cameron, mudou um pouco o conceito do uso do 3D. Ao invés do espectador ser bombardeado por objetos, Cameron os inclui no filme. É como se quem estivesse no cinema fosse um dos personagens ou um espectador privilegiado das paisagens e da aventura.

O visual é impressionante. Muitas cores ácidas. Aliás, parece que Cameron desenhou um filme em uma viagem de ácido. Mas há algo a ser dito: veja algumas imagens do filme:

Notem as montanhas flutuantes e os dragões...

Mais essa:

Novamente os dragões e as grandes montanhas.

Mais uma:

Vegetação exuberante e árvores gigantescas.

Agora comparem com o trabalho de Rogert Dean que fazia para muitas capas de disco de bandas de rock progressivo das décadas de 60/70 como o Yes:

Os dragões e a vegetação exuberante...

Está tudo lá…

... as montanhas flutuantes

E até mesmo as formas das estruturas.

Quem viu o filme lembrará dessa estrutura em arco.

Fica muito difícil não encontrar paralelo entre o visual de Avatar com o trabalho de Roger. Mas na verdade isso pouco importa. O filme tem grandes méritos, é um trabalho visual espetacular e merece ser visto. Em 3D, claro.

Dica do Hermenauta via io9.

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IDH x Economic Freedom

janeiro 14, 2010 5 comentários

Comparação entre países utilizando o índice de desenvolvimento humano (IDH) com o índice de liberdade econômica.

Ranking IDH Economic Freedom
1 Islândia 14º
2 Noruega 12º
3 Austrália
4 Canadá
5 Irlanda
6 Suécia 26º
7 Suíça
8 Japão 19º
9 Holanda 12º
10 França 64º
11 Finlândia 17º
12 EUA
13 Espanha 29º
14 Dinamarca
15 Áustria 23º
16 Reino Unido 10º
17 Bélgica 20º
18 Luxemburgo 15º
19 Nova Zelândia
20 Itália 76º

Alguma surpresa? Acho que os dados falam por si.

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