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Informe de Inteligência II


Coréia do Norte

Ultimamente o governo norte coreano mais do que insistir em debates sobre a questão nuclear insiste na definição da resolução de paz entre a Coréia do Norte e os Estados Unidos. Oficialmente os dois países continuam em estado de guerra. O governo norte coreano coloca como pré-requisito a assinatura do acordo de paz antes das discussões sobre o programa nuclear norte coreano.

Segundo a imprensa nacional (ou seja, oficial) Kim Chong-Il tratou assuntos que não costuma tratar como a falha do regime em prover os bens necessários à população. Tratou claramente sobre a quantidade de alimento e outros assuntos. Relembrou o desejo de seu pai, Kim Il-sung em “alimentar o povo com arroz e sopa de carne, vesti-lo com seda e fazê-lo morar em casas telhadas”.  Segundo um membro sênior do governo norte coreano foi a primeira vez que Kim Chong-Il tratou abertamente sobre dificuldades econômicas.

Porém isso não é novidade no regime stalinista norte coreano. Antes de sua morte Lim Il-sung também tentou uma guinada da economia para um regime mais aberto. Morreu antes que as intervenções tivessem efeito. Após assumir Kim Chong-Il teve que enfrentar diversas tentativas de assassinatos e uma revolta militar. Após retomar a primazia das Forças Armadas as tentativas de assassinato pararam. É de se esperar que no final de sua vida Kim Chong-il tente suplantar as conquistas de seu pai. No campo militar ele conseguiu. No todo resto fracassou miseravelmente.

 China

 Em resposta à venda de oito Fragatas Classe Perry e de um avançado sistema de interceptação de mísseis a Taiwan, a China realizou um teste bem sucedido de seu sistema de defesa contra mísseis balísticos.  O maior indicativo do sucesso do teste foi o protesto norte americano que reclama não ter sido notificado previamente.  A China possui grande capacidade de interceptar mísseis e inclusive destruir satélites em órbita.

Os chineses avisaram aos Estados Unidos que caso continuem vendendo armas para Taiwan perderiam apoio em diversos assuntos internacionais.  Isso poderá inclusive dificultar qualquer tipo de sansão contra o programa nuclear iraniano.

 Malásia

 Nove igrejas católicas foram atacadas por muçulmanos em resposta a uma decisão judicial que permite que católicos utilizem a palavra “Allah” em referência a Deus. Mulçumanos acreditam em uma tentativa dos católicos seja a conversão de mulçumanos para sua religião, o que é banido pela constituição malaia. Os cristãos representam 9% da população de 27 milhões de malaios.  O caso é um pouco mais complicado do que a simples conversão. O entendimento de “Allah” por parte dos mulçumanos é diferente do entendimento dos cristãos e dos judeus mesmo acreditando em um Deus único. Não é apenas semântica, portanto.

Atualmente a Malásia é considerada um local de trânsito, resguardo e local para tratamento de feridas de combate assim como um local de lançamento para ataques terroristas.

 Índia – Paquistão

 Tropas localizadas na fronteira dos dois países nas províncias de Jammu e Kashimira estão em estado de alerta máximo. A inteligência indiana indicou que tropas partindo da parte da Kashimira administrada pelo Paquistão estão tentando se infiltrar em território indiano. Foi a primeira vez nos últimos seis meses que um militar indiano foi morto por disparos ao longo da Linha de Controle. O Major General  Athar Abbas do Paquistão negou tal incidente.

 Iraque – Arábia Saudita

 O Presidente iraquiano Talabani pediu ao rei saudita Abdullah que intervenha para que as críticas sauditas ao clérigo shiita Grande Ayatollah Ali al-Sistani . Em carta enviada ao rei saudita Talabani afirma que os insultos causam “divisão e alimentam brasas no Iraque, na Arábia Saudita e outros países”.

Os sauditas nunca perdoaram os Estados Unidos por implantarem um regime shiita bem na sua porta.

 República Checa – OTAN

 O ministro do exterior checo Jan Kohout afirmou em Praga, durante uma conferência para discussão da OTAN que os membros do leste europeu da aliança esperam que o Artigo 5 seja ratificado. Esse artigo obriga que todos os países da aliança participem de um esforço militar caso um de seus membros seja atacado. Foi exatamente esse artigo que os Estados Unidos usaram para obrigar que outros membros da OTAN participassem dos esforços militares depois do 11 de setembro.

Os membros da OTAN do leste europeu sabem que a Rússia nunca se conformou com a perda para a OTAN desses países que outrora faziam parte de sua esfera de influência. O que aconteceu na Geórgia ( e o que continua acontecendo, com a Rússia subornando países para que reconheçam a independência de repúblicas separatistas) serviu de alerta.

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