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Partido Republicano e Partido Democrata: mais do mesmo.


O título desse artigo bem que poderia ser “Porque os tea parties são tão temidos?”.

O movimento “Tea Party” tem recebido bastante atenção dentro e fora dos EUA. E com essa atenção também vem às criticas. Algumas bem rasteiras, fruto da ignorância sobre o movimento, seus objetivos e das pessoas que fazem parte dele. O Igor T. em seu blog “A Mosca Azul” comentou sobre alguns dos participantes do “Tea Party”:

Vejam os Tea Parties. Tem radical? Tem. WASP (White Anglo-Saxon Protestant) caduco? Sem dúvida. Libertários manés? Não duvido. Neocon palinizado? Infelizmente. Renecks? Soube deles. O movimento abriga todo tipo de desocupado, o que nos leva à única pergunta a ser feita: e daí? Acontece em todo melting pot político, esse fondue de tagarelas. A causa é boa, abrace-a.

Ele está coberto de razão. Parte da esquerda americana e mundial aproveita esse fato para descaradamente desacreditar todo o movimento. Mas será que logo a esquerda pode fazer isso? Eles não possuem um telhado de vidro. Não possuem telhado algum para esse tipo de crítica.

Mas o motivo do artigo não é esse. É debater a causa de o movimento ter e estar se desenvolvendo a margem do Partido Republicano que seria o natural fomentador de algumas propostas abraçadas pelos “tea parties”.

A causa principal é que o Partido Republicano, de algumas décadas para cá, adotou uma mensagem bem ambígua sobre alguns pontos defendidos pelos TPs. Por exemplo, podemos citar do aumento das despesas governamentais. A tática dos Republicanos é essa: quando estão no poder os Republicanos expandem os tentáculos do Estado em todas as formas possíveis. As dívidas aumentaram maciçamente. Invasões foram realizadas e a segurança e direitos civis foram solapados por um dos Estados mais policiais que já existiu na história dos EUA. Agora, quando estão fora do poder, eles – os republicanos – de uma hora para outra reencontram as raízes nos princípios de small government. Esses são os mesmos republicanos que, na oposição, foram contra as tentativas de Bill Clinton em expandir a vigilância do Estado por conta do terrorismo, mas quando no poder, implementaram essa vigilância com maestria e voracidade.

Os últimos oito anos dos Republicanos no poder foi marcado por uma expansão do Estado, mas agora na oposição, voltam a criticar o Estado Pesado e exigir restrições ao governo. A retórica de Estado Mínimo dos Republicanos nunca é igualada pela conduta.

Esse é o grande motivo para o que o movimento “Tea Party” não ter nascido dentro da barriga do Partido Republicano. É verdade que alguns políticos do GOP querem buscar uma carona nesse movimento. Como é o caso de Sarah Palin. E isso não está acontecendo apenas com políticos. A FOX NEWS que enquanto Bush estava no poder não via nenhum problema com seus desmandos e ataques à liberdade, agora incentiva e apoia apresentadores e políticos que gritam sobre os excessos do governo. Não é a toa que Sarah Palin se tornou uma correspondente da FOX. E o paralelo continua. É só ver como a CNN e a MSNBC atuam em relação ao governo Obama.

De uma hora para outra, o movimento dos “Tea Parties” encabeçado por liberais ao estilo de Ron Paul, se tornou a menina dos olhos para o Partido Republicano. Está sendo usado como uma forma de juntar os cacos de uma derrota para Obama após um período catastrófico de Bush no poder.

Porém, alguns políticos conservadores não gostam desse movimento e deixam isso bem claro como foi o caso de Mike Huckabee que decidiu não participar de um congresso conservador, pois estava se tornado “liberal demais”. Nota: Huckabee tem um programa na FOX NEWS. Outro fato foi a vaia que Ron Poul levou neste mesmo congresso ao receber a maioria dos votos para se tornar a escolha dos presentes para disputar as próximas eleições presidenciais.

Ron Paul e Sarah Palin estão quilômetros de distância de muitos assuntos e o movimento “Tea Party” não conseguirá por muito tempo abraçar as duas tendências. Os neoconservadores que continuam dominando o GOP e os liberais de Ron Paul são inimigos ferrenhos. E é questão de tempo para que  a aliança entre os Republicanos e os “tea parties” chegue a um final.

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