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Lula ultrapassou todos os limites do aceitável


Não há palavras para descrever o que o Presidente Lula afirmou nesta segunda-feira. Quando pensava que nada mais me supreenderia, nada mais poderia Lula dizer ou fazer que enojasse ele manda uma dessa.

Para quem não sabe, Lula em uma entrevista à AP, comparou os presos políticos cubanos com presos comuns em São Paulo.  Segue as palavras do gênio:

– Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em guerra de fome e pedirem liberdade – declarou. – Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de deter as pessoas em função da legislação de Cuba, como quero que respeitem ao Brasil.

Não há malabarismo para inocentar isso. Não há acusações de PIG para isso. Não dá para dizer que O Globo ou qualquer outro jornal, emissora e revista tenham manipulado o que Lula disse. Não há dúvidas da clareza de seu pensamento.

Ele passou de todos os limites morais básicos.

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  1. março 10, 2010 às 1:35 pm

    O nosso pop presidente, Pablo, parece aquele motorista que percorreu 20 km na contramão em São Paulo e bateu de frente matando um casal deixando os filhos órfãos e que declarou que ele estava circulando na pista certo e que os outros carros é que estavam na contramão.

  2. André
    março 10, 2010 às 1:52 pm

    Já tem um tempo que eu parei de prestar atenção nas merdas que o Lula fala. Evita muita vergonha alheia.

  3. março 10, 2010 às 1:53 pm

    Pablo,

    O presidente apenas raspou na questão, mas a imprensa comprometida, conhecedora do tema, ‘captou a mensagem’ e tenta disfarçar mediante polêmica.

    Apesar do que veicula a mídia internacional, o rapaz que morreu em greve de fome é criminoso comum, não político.

    Grupos de oposição, articulados dentro e fora de Cuba, incentivaram o grevista a negar o recebimento de comida. O rapaz foi medicado, recebeu alimentação parenteral, esteve em UTI, etc.

    O fato concreto é que seu organismo não resistiu. Mas também é concreto que ele foi acusado, no passado, de invasão de domicílio para furtar, desacato e resistência à prisão, pequenos furtos e outros delitos comuns. Foi preso e solto três vezes; uma de suas detenções durou ‘apenas’ onze meses. Convenhamos, esse não é perfil de preso político.

    No post anterior, você critica jornalista e imprensa e eu lancei comentário. Neste post o problema é, de certa forma, semelhante, porque a imprensa manipula os dados e apresenta versão que não corresponde aos fatos concretos.

    • vilarnovo
      março 10, 2010 às 2:03 pm

      Qual foi o crime comum realizado por Zapata?

      “Grupos de oposição, articulados dentro e fora de Cuba, incentivaram o grevista a negar o recebimento de comida. O rapaz foi medicado, recebeu alimentação parenteral, esteve em UTI, etc.”

      Em um país com estrito controle populacional, censura na imprensa e com ele preso há algo de estranho nessa história. Ademais é meio fraco colocar o homem como um simples manipulado sem opinião própria.

      Ele foi preso por “pertubação da paz”. E simplesmente a justiça cubana não é nem um pouco confiável. Pode acusar de qualquer coisa. Em um país que não há liberdade de justiça e independência entre poderes seu argumento é fraquíssimo.

      E basicamente não importa. A fala do Lula não diz respeito ao porque Zapata foi preso não é mesmo? Não estou criticando o regime cubano – nem acho que preciso não é verdade? A crítica é Lula ter comparado um preso político ao um preso comum.

      Ele não falou que Zapata não era preso político e sim comum.

      Você está dizendo isso não Lula, a imprensa nesse caso não tem culpa nenhuma. Além disso porque há uma diferença entre o caso e Battisti??

      Não seria o caso do Brasil respeitar a decisão da corte italiana? Ou será que a justiça em um país democrático vale menos que em um país ditatorial?

  4. março 10, 2010 às 5:35 pm

    Pablo,

    Vou tentar replicar a partir do final de sua resposta.

    Sobre Battisti. Não se trata de respeitar a …”decisão da corte italiana”.

    O Brasil respeita tal decisão, inclusive por manter Battisti preso há anos.

    Ocorre que o italiano pleiteou o reconhecimento, pela JUSTIÇA brasileira, de sua condição de perseguido político. O resultado, todos sabemos, não trata de negar a decisão judicial italiana, mas de admitir a existência do chamado ‘ato discricionário’, que cabe ao poder executivo brasileiro. Portanto, é um caso completamente diferente do cubano.

    A fala do presidente fez menção indireta (por referência aos presos comuns paulistas) ao fato de que o cubano não é preso de natureza política. Portanto, não se trata de alguém dotado de consciência ou propostas sociais, políticas e/ou econômicas. O rapaz foi usado por grupos dessa natureza, os quais, para angariar representatividade e promover comoção política, apresentaram-no (falsamente) como preso por questões políticas.

    A propósito, você leu, soube, ouviu ou teve qualquer notícia a respeito do posicionamento das autoridades judiciárias cubanas sobre esse caso ?

    Por qual motivo não existe nenhuma entrevista ou declaração do governo cubano acerca do caso?

    Por acaso as agências noticiosas, tão ciosas de sucursais, enviados especiais e outras enganações não cogitaram em perguntar ao governo cubano sua versão dos fatos ?

    Por que será, hein ?

  5. vilarnovo
    março 10, 2010 às 6:05 pm

    Até poderia concordar contigo no caso Batisti não fossem os fatos. Primeiramente é verdade que é um ato do governo brasileiro porém como foi provado no STF esse ato deve ser balizado por acordos internacionais e leis brasileiras. O presidente não pode, simplesmente, conceder asilo com qualquer justificativa. E o segundo fato decorre justamente por conta da defesa do então ministro da justiça Tarso Genro. Em se relatório ele coloca como argumento que a justiça italiana errou no julgamento de Battisti e não era uma justiça livre, ou seja, afirmou que a Itália estava em uma situação de excessão. Trocando em miudos afirmou que a condenação de Battisti se deu porque a Itália era uma ditadura. O que até a velhinha de Taubaté em seu túmulo sabe que não é verdade.

    Sobre a referência direta ou indireta isso é ilação sua. Ou todo o Mundo está errado e o Lula está certo.

    Li sim, eles culparam os EUA pelo acontecido. Novidade.

  6. Microempresário
    março 10, 2010 às 6:19 pm

    Pablo, para poupar-lhe tempo, vou responder à sua última afirmação, antes da longa e falaciosa resposta que o NSCA certamente dará: Sim, todo o mundo está errado e o Lula está certo. Sempre.

    Experiência de quem já perdeu muito tempo lendo as participações do supra-citado no finado blog do PD.

    E parabéns pelo blog. Bem escrito e bom de ler.

  7. março 11, 2010 às 2:06 am

    Pablo,

    Ato discricionário, como é óbvio, é atribuição de quem o tem entre suas atribuições. Por natureza, é ato de natureza política e obedece às convicções e conveniências do poder.

    Portanto, não cabe discutir se é politicamente adequado ou não mas, se alguém ou um grupo discorda, do posicionamento, restam as medidas políticas e jurídicas cabíveis, mais nada. A decisão do STF, como sabemos, não suspendeu a discricionariedade da atribuição. Se o fizesse, truncaria esse poder essencial do executivo, inclusive para os futuros ocupantes do cargo. O Brasil não vai acabar no atual governo. Logo….

    Sobre as condições político/judiciais na Itália das décadas de 1970/80. é quase consenso mundial o entendimento de que vigoravam leis e atividades de exceção. O julgamento de Battisti foi naquela época. Logo…..

    _______________________

    Sr. Microempresário,

    Já comentei aqui várias vezes e o dono do blog é cortês e receptivo.

    Meus comentários são educados e embasados em argumentos, não em falácias.

    Para sua informação, não sou lulista e desconheço a existência de algum ser dotado de correção permanente.

    Se o senhor considera perda de tempo a leitura de meus comentários, sugiro que não os leia e, claro, procure não usar tonalidade agressiva.

    Bons negócios !

  8. marcos moraes
    março 14, 2010 às 10:09 pm

    É um psicopata educado que pede respeito. Enquanto isso diz que a Italia usava leis de exceção, logo…

    Logo o que? Mafiosos e psicopatas educados como ele queriam explodir a ITALIA; a demoracia italiana se defendeu com leis que, ele mesmo indica, eram de exceção…

    O que fica claro com toda essa educação? Eles sempre tem uma resposta e temos que ter paciencia para destrui-la. Neste caso ele se traiu com as leis de exceção.

    Ah, sim, ele não é lulista…Então é pior, visto que Lulists como seu chefe não tem educação, logo…

    MAM

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