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Tão perto de Deus, tão longe de Brasília.


Coitado do Rio de Janeiro. Estado tão bonito e tão mal tratado ao mesmo tempo. Suas belezas naturais apenas são igualadas pela falta de importância política no país. E olha que para um estado que já foi capital da nação isso é impressionante.

É amigo. O Senhor pode até ser Flamenguista, mas o governador e o prefeito são vascainos. Melhor imagem como cidade de segunda divisão não há.

Aliás, desde que deixou de ser capital o Rio de Janeiro – ou o antigo Estado da Guanabara – passou a ser um pária no país, após os sonhos de JK em construir uma cidade no meio do nada, aos custos de nossos impostos, tarefa que não trouxe benefícios alguns ao país. Muito pelo contrário.

Quando Bonn deixou de ser capital da Alemanha recebeu mais de 1,4 bilhão de euros como indenização, recebeu outros investimentos também, tornou-se uma cidade da ONU. Os alemães sabiam que ao deixar de ser capital Bonn iria sofrer várias situações com perda de capital financeiro. O que o Estado da Guanabara recebeu? Nada.

A situação piorou durante o governo militar quando Geisel em medid0a autoritária acabou com o Estado da Guanabara, incorporando-o ao Estado do Rio de Janeiro. Tudo muito polêmico, pois não houve nenhuma consulta popular. Bom para o Estado do Rio de Janeiro, ruim para o Estado da Guanabara e seus habitantes.

Houve uma tentativa frustrada, capitaneada por Sirkis, para um plebiscito para a recriação do Estado da Guanabara. O movimento foi batizado “autonomia carioca”. Mas como a estupidez humana é infinita, tentaram colar o movimento ao referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo. Naufragou. Justiça seja feita ao Sirkis, essa idiotice foi coisa do Jeferson Peres e não dele.

Mas não para por aí. O Rio de Janeiro sempre foi um grande produtor de petróleo e seus derivados.  Porém, diferente de todos os outros produtos, o ICMS é cobrado no destino e não na origem. Isso de quebra já retira bilhões em orçamento ao Rio de Janeiro.  Agora o golpe está completo. Ao destinar, ou repartir, os royalties do petróleo para outros estados fica claro que o federalismo brasileiro, como eu já havia dito, é uma palhaçada. Os outros estados afirmam que “os recursos naturais são de todos”. Será que recebemos parte das minas de Carajás? Ou parte do que ganha a Bahia com o turismo que é baseado em suas belezas naturais? E quem vai bancar os custos do crescimento desordenado das cidades, o aumento populacional? Sergipe? Alagoas? A União?

Já existe no Brasil uma famigerada (e equivocada em minha opinião) partilha de recursos oriundos dos Estados via União, desigual. O Fundo de Participação dos Estados destina 85% de seus recursos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Isto por si só é um incentivo não ao desenvolvimento e sim a manutenção do status quo desses estados. Para que se desenvolver se há dinheiro de graça? Por exemplo, de acordo com o discurso do Deputado Federal Geraldo Pudim (PMDB/RJ) nos primeiros sete meses de 2009 o Piauí recebeu do FPE recursos da ordem de R$ 900 milhões de reais. Nesse mesmo período o Rio de Janeiro recebeu pouco mais de R$ 320 milhões. Quase três vezes menos.

Isso acontece por uma visão equivocada de centralização política somada a um paternalismo estatal em detrimento à meritocracia. É mais vantajoso ser incompetente do que ser competente. Isso lembra algo?

No mais a atuação dos políticos cariocas foi deprimente. Principalmente do Excelentíssimo Sr. Governador do Rio de Janeiro, Senhor Sergio Cabral Filho. Baita fanfarrão. Seu choro de crocodilo não sensibilizou ninguém. Aliado desde sempre do fanfarrão mor, presidente Lula, Sérgio Cabral simplesmente abdicou de seu mandato e deixou tudo por conta do Lula.

Ah, senhor Sergio… fala sério! Você realmente achou que Lula iria fazer algo?

O Rio de Janeiro, mesmo sendo um dos maiores colégios eleitorais do país é TOTALMENTE irrelevante no cenário político nacional desde a morte de Roberto Campos. Era o único político carioca, que se não causasse medo nos adversário, pelo menos tinha o seu respeito. Depois dele não há um. Nas últimas eleições para senador não votei em Jandira, pois sabe que seria apenas um quadro de Lula no senado. Votei em Dorneles. E o que aconteceu? Dornelles é apenas um quadro de Lula no senado. O Estado do Rio que se exploda.

E o PT no Rio de Janeiro também não fica atrás. É de uma irrelevância mor. Constantemente solapado pelo PT de São Paulo e obrigado a se coligar com figuras como a Família Garotinho (que está mais para Família Soprano), Crivela e outros. Inclusive indo contra figuras históricas da esquerda como Gabeira (ah Idelber, um dia ainda irei ver você se desculpando por isso) por um simples partidarismo tosco e cego.

Enquanto a violência no Estado possui características de guerra civil, mesmo não produzindo um fuzil, enquanto os investimentos são paupérrimos, enquanto o tipo de política praticada no Estado continuar a ser a do populismo, do coronelismo, da imbecilidade, o Rio de Janeiro continuará a possuir uma enorme, bruta, gigantesca irrelevância política.

Parabéns ao povo do Rio de Janeiro.

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Peço desculpas antecipadas pelos possíveis erros de português. Estou tão puto que não consegui nem revisar o texto.

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Categorias:Política Tags:,
  1. marcos moraes
    março 12, 2010 às 5:40 pm

    A artigo está confuso visto que o estado do rio nunca foi capital do brasil, mas sim a cidade do rio de janeiro que , a rigor, nunca teve nada a ver com o estado.

    Daí que a fusão foi uma desgraça, pois juntou a guanabara dinamica e orgulhosa com o estado do rio preguiçoso, servil e dominado por bandidos e genros do genro…

    Bem, se o petroleo se vai, quem sabe não seria a hora de relançar a secessão?

    MAM

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