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Ataque do ETA muda atitude da França para o grupo terrorista


No que pode ser considerado uma ação totalmente equivocada, o ETA, grupo terrorista basco, matou um agente policial francês no último dia 16. A ação ocorreu quando um operativo do grupo terrorista tentou roubar uma agência de automóveis de luxo na cidade de Dammarie-lès-Lys que fica cerca de 50 km da capital francesa.

A ação contou com cerca de 10 membros do ETA e com o sequestro de um gerente da agência de automóveis. Após o roubo a polícia francesa foi alertada. Uma patrulha com dois policiais parou um dos BMW roubados. O ETA nunca utilizou automóveis de luxo e talvez a necessidade de ter que mudar suas práticas corriqueiras deveu-se à prisão do número 1 do grupo, Ibon Gogeaskoetxea poucos dias atrás. Enquanto o policial investigava o veículo encontrou vários recipientes cheios de gasolina e como achou estranho decidiu levar os suspeitos para a delegacia. Quando já havia algemado um deles outros carros do grupo apareceram e dispararam contra os policiais ferindo mortalmente o cabo Jean-Serge Nérin de 52 anos e pai de quatro filhos. Os outros membros conseguiram fugir, mas há indícios que alguns deles estão feridos.

O ataque causou uma grande comoção na França, gerando protestos e repúdio por todo o país. A verdade é que o ETA sempre utilizou a França como um território seguro. Não eram incomuns os protestos da polícia e governo espanhol por conta da leniência do combate ao grupo terrorista por parte do país gaulês.  Há mais ou menos uma década os esforços franceses se intensificaram principalmente por conta de acordos assinados no âmbito da Comunidade Europeia.

O presidente francês Nicolas Sakorsy afirmou hoje que “o ETA não terá a França como retaguarda”, dando entender que os dias de tranquilidade que os etarras possuíam na França acabaram. Afirmou, também, que a mobilização das forças policiais na França será total. O presidente do governo espanhol José Luiz Zapatero, confirmou que irá participar do sepultamento do policial francês. A polícia francesa afirmou que as investigações estão caminhando rapidamente e os participantes do ataque já foram identificados.

Mudança de atitude do governo francês

A atuação do governo francês no combate do grupo terrorista basco sempre foi alvo das críticas do governo espanhol. O argumento utilizado por Paris era que o ETA nunca havia praticado ações em território francês. Isso proporcionou um terreno para que os líderes etarras se escondessem assim como armazenar material bélico e local para planejamento de ataques. A mudança de atitude entre os dois países começou a mudar no final da última trégua em 2006. A presença da “Guardia Civil” espanhola em solo francês demonstrou uma maior cooperação entre os dois países. Em consequência, fontes na polícia francesa afirmam que o ETA está mais repartido e seus operativos se sentem mais vigiados que antigamente. Atualmente os etarras  utilizam estruturas mais instáveis, aluguéis de residências em áreas rurais e de verão por apenas uma ou duas semanas e longe do sudoeste francês. Não custa lembrar que o número 1 do ETA, Ibon Gogeaskoetxea, foi preso em solo francês na região da Normandia. Garikoitz Aspiazu, Txeroki, e seu substituto, Aitzol Iriondo, caíram no final de 2008 também longe do País Basco Francês. Os gendarmes, como são conhecidos os policiais franceses, por diversas vezes alertaram seu governo que deveriam se ocupar na perseguição dos etarras como um problema de ordem nacional, e não espanhol. Acreditam que depois do assassinato do cabo a vigilância e o combate ao ETA seja encarado de forma mais séria por Paris.

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  1. Renata Favero
    março 23, 2010 às 9:15 pm

    A morte de civis inocentes em ataques terroristas é frequente em todo mundo.
    Quantas famílias ainda serão desestruturadas até o fim de todos estes conflitos éticos e políticos, se é que um dia acabarão?!
    A solução de todas estas divergências apenas serão alcançadas por uma atividade conjunta de governos e cidadãos.
    Enquanto nos calarmos, e continuarmos com a utopia de que desastres assim apenas acontecem na televisão, o quadro insano que a sociedade se encontra não se reverterá.

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