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Archive for abril \29\UTC 2010

Rapidinha

abril 29, 2010 1 comentário

Sobre a revisão da Lei da Anistia:

Que se danem todos os militares golpistas e torturadores. Quem morram na cadeia. Os que mataram e torturaram do outro lado igualmente. São farinha do mesmo saco, merecem apodrecer abraçados.

Ron Paul manda o recado mais uma vez

Socialismo vs Corporativismo

Por Ron Paul

Ultimamente muitos têm caracterizado essa administração como socialista, ou como tendo fortes tendências socialistas. Eu não concordo com essa caracterização. Isto não é para dizer que o Sr. Obama acredita no livre mercado. Ao contrário, ele fez bastante e falou o bastante para demonstra sua fundamental falta de entendimento e hostilidade ao verdadeiro livre mercado. Mas uma análise mais apurada e honesta de suas políticas e ações revelam que, igualmente a administração anterior, ele é muito mais um corporativista. Isto em muitas maneiras pode ser pior que ser um socialista extremista.

Socialismo é um sistema onde o governo é dono diretamente dos negócios. Corporativismo é um sistema onde os negócios estão normalmente nas mãos do setor privado, porém de fato são controlados pelo governo. Em um estado corporativista, agentes do governo usualmente agem em conluio com seus interesses no negócio para criar políticas que deem esses interesses uma posição de monopólio, em detrimento tanto dos competidores quanto dos consumidores.

Um exame cuidadoso das políticas perseguidas pela administração Obama e seus aliados no Congresso mostra que sua agenda é corporativista. Por exemplo, a lei de Saúde que recentemente foi aprovada não estabelece um sistema canadense de um sistema de saúde monopolizado pelo governo. Ao invés disso, ele é baseado em imposições forçando todos os americanos a comprarem um plano privado ou pagar uma multa. Isso inclui subsídios para americanos de baixa renda e vantagens no sistema gerido pelo governo. Ao contrário do que alegam os proponentes da Lei, as grandes companhias seguradoras e farmacêuticas apoiavam com entusiasmo a lei, pois no fundo sabiam que iriam enriquecer como o Obamacare.

Igualmente, a legislação de Obama sobre os créditos de carbono prevê subsídios e privilégios especiais para grandes empresas que embarquem no comércio de carbono. É por esse motivo que grandes companhias como a General Eletric apoiam a legislação de créditos de carbono.

Classificar o Presidente como um corporativista não é aliviar o pedal da crítica a respeito de sua administração. É apenas uma qualificação mais acertada da agenda do Presidente.

Quando é chamado de socialista, o Presidente e seus defensores facilmente repelem as acusações apontando que o significado histórico do socialismo é a posse de indústria pelo governo; através das políticas do Presidente, a indústria permanece nominalmente em mãos privadas. Usando o termo mais correto – corporativismo – força o Presidente a defender suas políticas que incrementam o controle governamental nas indústrias privadas e expande de fato os subsídios aos grandes negócios. Também promove o entendimento de que apesar de não ser puramente socialista, também não é de livre mercado, pois o governo controla o setor privado através de taxas, regulações e subsídios, e o faz há décadas.

O uso do termo correto pode prevenir alguns de culpar a inevitável falência dos seus programas no remanescente de livre mercado que é permitido existir. Nós não podemos permitir que os resultados desastrosos do corporativismo fossem atribuídos ao capitalismo de livre mercado ou usados como justificativa para uma maior expansão governamental. Mais importante, devemos aprender o que é realmente liberdade e educar outros em como a infração de nossas liberdades econômicas causaram nossos desastres econômicos antes de tudo. Governo é o problema; não pode ser a solução.

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Para dar uma chance à paz, parem de dar dinheiro…

Um antigo espião da KGB, que desertou para os Estados Unidos, deu uma dica de como os americanos poderiam vencer a Guerra Fria: parem de enviar dinheiro à Rússia.

Parece loucura mas mesmo durante a Guerra Fria os EUA enviavam grande soma de dinheiro à Rússia comunista. Por sua vez, outros agentes afirmavam que “nada era mais fácil que comprar um jornalista ocidental”, também afirmou que a na Índia parecia que todos estavam à venda.

Mas o que isso tem a ver? Foi uma maneira tortuosa para começar a falar do conflito no Oriente Médio. Na verdade fazer uma proposta:

Parem de enviar dinheiro tanto aos Palestinos quanto à Israel.

Hoje grande somas de dinheiro são enviados às autoridades palestinas, ou melhor, ao grupo da vez, seja o Hamas ou ao Fatah. Utilizam esse dinheiro da mesma forma que utilizam os diversos ditadores africanos que ganham muito com a pobreza de seus países mas eles mesmos levam vidas de reis.

Israel também recebe vultosas somas de dinheiro principalmente dos EUA. E se não for dinheiro são créditos usados para a compra de armamento sofisticado.

Então proponho exatamente isso: parem de mandar dinheiro.

Os palestinos vão ver que para conseguir sobreviver vão ter que produzir, contruir e não destruir. Os israelenses vão aprender que a compra de armas custa caro, que se quiserem continuar com o nível de segurança armada que possuem vão ter que comprometar grande parte de seu orçamento nacional em uma troca de armas por qualidade de vida.

Se os palestinos não negociarem com Israel, que tem o grande potencial de ser um ótimo parceiro comercial (vide que, apesar dos ignorantes de sempre, a Alca teve um impacto extremamente positivo na economia doMéxico), vão morrer de fome pois seus vizinhos árabes não morrem de amores por eles.

Caso os israelenses não negociarem verão que a cada dia que passa sua segurança estará comprometida, uma segurança armada daquela maneira é insustentável sem a ajuda econômica. Perceberão que a explosão demográfica está do outro lado do muro.

Pode ser muito ingênuo de minha parte, mas que dá vontade de cortar a mesada desses dois dá sim.

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Tea Party

abril 22, 2010 2 comentários

O movimento Tea Party, que teve início a mais ou menos um ano, está abalando alguns pilares da estrutura política americana. Seu nascedouro não foi algum partido político, e sim nas comunidades e pequenos grupos parcamente organizados. Deu voz a anseios e ao descontentamento de grande parcela da população americano e não poupou políticos democratas e nem mesmo republicanos.

Em uma era pós George Bush, o descontentamento dessa parcela se mostrou bem específico. O principal alvo não poderia ser outro senão a condução do governo pelo partido democrata e suas políticas intervencionistas e estatizantes, o que para muitos contraria a Constituição Americana. Nós sul americanos, criados de acordo com a lógica ibero católica, não conseguimos compreender muito o sentimento do povo americano e seu respeito à Carta Magna e por conta disso muito se erra ao avaliar esse movimento.

O mais comum, na imprensa do Brasil, ao se referir ao Tea Party são adjetivos como “extrema direita”, “antigoverno” e até mesmo “racistas” e “fascistas”. Existe toda uma lógica por conta disso. Primeiramente os detratores do movimento não o conhecem. Simplesmente falam sobre algo que não procuraram entender. Muitas das informações são oriundas da CNN, da MSNBC ou do New York Times. Esquece-se que essas mídias são mídias de apoio ao atual governo americano.

Outro ponto em que erram, e isso é básico para se avaliar o crescimento dos Tea Parties, é o entendimento da eleição de Obama. Muitos acreditavam que Obama foi eleito por representar uma grande mudança na crença do povo americano, isso está longe de ser verdade. A eleição de Obama nada mais foi que uma eleição plebiscitária. Contou com votos não só dos democratas americanos, mas também com os independentes e até mesmo de eleitores tradicionalmente republicanos. Todos estavam fartos de Bush com razão e não viam nos candidatos tradicionais republicanos algo que significasse uma mudança na estratégia de condução do país por aquele partido.

Porém a emenda ficou pior que o soneto. Logo no início Obama se mostrou incapaz de realizar as mudanças que afirmara em sua campanha. Guantánamo, Iraque, Afeganistão. Uma a uma suas promessas de campanha não foram realizadas. Mas o pior estava por vir e se chamava Heath Care. Toda a condução do assunto foi no mínimo desastrada. Apoiado em uma maioria absoluta nas câmaras legislativas o governo Obama tocou o assunto com um autoritarismo que não agrada aos americanos. Pior, seu programa era (e é) tão ruim que nem mesmo conseguia unanimidade dentro de seu próprio partido. Imaginou-se que a população americana queria ter uma socialdemocracia ao estilo europeu. Isso está longe da verdade. E para conseguir passar seu pacote de maldades, Obama teve que subornar até mesmo seus companheiros de partido. Cito um exemplo: após aprovado no congresso, o Health Care teve que ser modificado no Senado. No Brasil, as notícias eram por causa de problemas que os republicanos (sempre eles, bobos, feios e maus) estavam causando. Mentira. Um dos problemas do pacote foi ter que retirar um desvio de verba adicional do Medi Care, um dos programas de saúde já existente, para o Estado de um deputado democrata em troca de seu voto. O assunto foi tão escandaloso para os americanos que até mesmo o impedimento do deputado foi pensado.

Foi dentro desse contexto que o movimento Tea Party nasceu e se desenvolveu. Apenas uma pequena olhada nas pesquisas de opinião que são divulgadas quase que diariamente nos EUA já seria suficiente para colocar por terra vários mitos que foram devidamente criados e manipulados para denegrir o Tea Party.

Gosto muito de ler essas pesquisas, pois elas mostram bem o grau que separa a maturidade política brasileira da americana. Se aqui nosso presidente depois de quase oito anos de mandato ainda usa uma desculpa de “herança maldita” do governo anterior, lá os americanos não possuem essa leviandade. No início do ano 84% dos americanos acreditava que a situação de crise atual era responsabilidade do governo anterior, hoje esse número está em 63%.  Recentemente uma pesquisa mostrou que 45% dos americanos culpavam Obama pela situação econômica atual enquanto 49% culpava Bush. Pela primeira vez o índice de culpabilidade de Bush saia dos 55%.

Toda a condução do Health Care foi desastrada. O povo americano não queria aquele tipo de mudança. Não estou dizendo em absoluto que não queriam que mudanças no sistema de saúde no país fossem feitas, apenas que as mudanças propostas – talvez imposta fosse a palavra apropriada – não eram aquelas que desejavam.

Atualmente 56% dos americanos são favoráveis a repelir a lei. E isso acontece inclusive em estados majoritariamente democratas ou que votaram com Obama nas eleições. 51% dos habitantes de Nova Jersei são contra a lei. 501% dos moradores de Nova Iorque são  contra a lei. Esses números passam batido pela imprensa nacional e são desconhecidos da maioria das pessoas que tratam do assunto.

A atuação das redes de informação de apoio a Obama é um caso a parte. A CNN, maior porta voz do governo, tem hoje quase a metade da audiência que possuía no ano passado. Uma das jornalistas da rede, ao entrevistar um homem que estava em um protesto do Tea Party em Chicago perguntou: “Você sabia que você tem direito a $400 dólares?”.  A pergunta é bem característica do que está acontecendo hoje nos EUA. É um embate de que tipo de sociedade querem os americanos. Será que a jornalista chamada Susan Roesgen achou que por ter “direito” a receber $400 dólares o homem deveria calar sua boca, ir para casa e agradecer a Obama? Ou será que ele entende que esses $400 dólares na verdade vem de seu bolso? Ou que possivelmente, e isso já está sendo decidido, ele terá que arcar com um aumento de impostos para bancar o programa de Obama? Aliás, outra promessa de campanha quebrada.

Na verdade é essa a encruzilhada. Os Tea Parties entendem que a intenção de Obama é aumentar a dependência dos cidadãos ao governo e evocando a constituição e os ensinamentos dos Faunding Father repelem isso fortemente. Essa é a chave para entender o movimento.

Não discordo que muitos falcões republicanos estão se aproveitando para angariar crescimento político com o Tea Party. Sarah Palin é o nome mais evidente. Porém isso é de conhecimento de muitos. Não é incomum encontrar artigos de líderes civis que alertam para isso. Como também é comum republicanos acharem o movimento “liberal demais”. É do jogo político. A resposta para tudo isso será dada nas próximas eleições e o cenário é bem preocupante para os democratas.

Concluindo, podemos dizer que o movimento Tea Party é algo de muita importância dentro do cenário político americano nos dias de hoje. Se continuará sendo depois ninguém pode prever. Alguns dizem que o movimento dará origem a um novo partido. A atual situação da política inglesa, com o crescimento do Partido Liberal que hoje faz frente aos tradicionais partidos conservadores e trabalhistas mostra que essa possibilidade é bastante real. O que não se pode fazer é julgar o movimento com parâmetros simplistas e preconceituosos, oriundos muito mais da ignorância do que de uma análise propriamente dita. Quem fizer isso pode ter certeza que irá se surpreender muito.

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Michele Obama entrega o ouro…

Home country in Kenya????

Se fosse o Homer Simpson diria: “Duh!”

Via Mosca Azul.

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Cidinha Campos contra ataca

abril 7, 2010 1 comentário

O pessoal de SP reclama da atuação da imprensa paulista para com o governo de lá. Eu sou leitor da Folha de São Paulo e leio o Estadão on line.

Digo aos amigos paulistas: não chega nem perto da não atuação da imprensa carioca. Abaixo segue um pronunciamento da Deputada Cidinha Campos do PDT na ALERJ

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