Resposta ao PAX


Há uma tremenda quantidade de desinformação proposital sobre esse assunto. Inicialmente devemos separar o joio do trigo.

Quando essa confusão toda começou, principalmente com o panfleto travestido de documentário do Al Gore o termo usado era Aquecimento Global. Quem viu o panfleto viu um monte de dados supostamente científicos, tivemos a certeza que iremos arder na chama do fogo de nossa presunção.

Pois bem, como bom cético, comecei a estudar o assunto. Basicamente a alegação dos alarmistas é de que há uma relação DIRETA entre a quantidade de carbono na atmosfera e o aumento da temperatura na Terra. Acho que não há dúvida entre ninguém que esse é o mote dos alarmistas.

A coisa começou a feder quando foi apurado que mesmo com a quantidade de carbono na atmosfera aumentado, a temperatura média parou de subir em 1998. Pior, desde 2000 a temperatura no planeta tem caído. Medições feitas por satélites disponíveis a TODOS na Internet.

Por outro lado, muitos dos dados usados pelos alarmistas são conseguidos através de medições feitas por estações em terra. Agora vejam as imagens abaixo.

Notem a proximidade do Ar Condicionado

 

Notem a saída do exaustor

 

Muitos dos termômetros usados são instalados (propositalmente?) próximas a saídas de ar condicionado e/ou exaustores. Não é preciso ser um gênio para entender que isso irá distorcer os dados gerados por esses aparelhos.

Como afirmei a partir do ano 2000 as temperaturas médias na Terra não só pararam de crescer como começaram a cair. Isso colocou por terra o termo Aquecimento Global apesar de muitos ainda, depois de toda propaganda continuar a utiliza-lo. O novo mote se tornou Mudanças Climáticas, algo muito mais abrangente. A Climatologia é uma ciência muito nova, sabemos muito pouco a respeito da dinâmica do clima no planeta. Veja bem, uma das confusões que se faz é misturar Clima com Tempo. São duas coisas bem diferentes. E porque mudar o termo? Justamente porque ele é tão abrangente que cabe qualquer coisa.

Como os dados coletados e até mesmo as provas empíricas estavam contra os alarmistas (por exemplo, em seu panfleto Al Gore de maneira bem cafajeste usou o Katrina para provar o “mal” que o ser humano estava fazendo. Previu que na próxima temporada de furacões o número assim como a intensidade seria muito maior. O que aconteceu foi que não houve nenhuma mudança nem na quantidade e muito menos na intensidade dos furacões. Voltarei ao assunto Katrina depois), decidiram mudar para Mudanças Climáticas.

Ora, qualquer um que já abriu um livro de história sabe que SEMPRE houve Mudanças Climáticas no Planeta. A verdade é que o normal no planeta é haver constantes Mudanças Climáticas. A Terra já foi mais quente do que é hoje, já foi mais fria do que é hoje, já teve uma quantidade maior de carbono na atmosfera do que tem hoje. Gosto muito de usar o exemplo da Groelândia que em inglês é chamada de Greenland, ou se Terra Verde. Atualmente é difícil de ver partes verdes na Groelândia, é praticamente um bloco de gelo. Mas quando os vikings a colonizaram era uma terra fértil. Com o passar do tempo devido às mudanças no clima a Groelândia ficou muito fria e os vikings tiveram que sair de lá. Há outros exemplos de como o clima e suas mudanças alteraram o curso da história da humanidade. A Revolução Francesa aconteceu durante uma seca europeia que dizimou os estoques de alimentos. A peste bubônica também aconteceu durante uma era de aquecimento na terra, já que a quantidade de alimentos não era suficiente para os roedores e as pulgas que carregaram o patógeno procuravam humanos, transmitindo assim a doença. Em compensação o clima mais quente na Europa permitiu que a Inglaterra se desenvolvesse, cultivasse uvas até no norte do país.

A minha intenção agora foi: a) mostrar que a teoria de Aquecimento Global Endógeno (causado pelo homem) nem de longe é um fato científico e b) que Mudanças Climáticas são fatos corriqueiros no Planeta Terra e não algo inesperado ou manipulado pelo ser humano.

Mas e aí? Será que o ser humano não possui nenhuma parcela nisso tudo? Possui, e muito. Aqueles que costumam criticar os céticos dizem que “eles não querem fazer nada”, que “são aliados a indústrias poluidoras”. Isso está muito longe de ser verdade. A questão toda é o foco.

Ao culpar o ser humano pelo aquecimento global e eleger um vilão – o carbono – acontece um desvio de trilhões de dólares para programas e para toda uma nova indústria de troca de créditos de carbono. Perceberam o truque? Mas onde está a responsabilidade do ser humano?

Está em toda a parte. Nos rios assoreados, nas lagoas poluídas, nas construções nas encostas, na poluição jogada no ar, no uso indiscriminado de agrotóxicos, na pesca predatória.

Voltando ao Katrina, vocês acham que o desastre de Nova Orleans causado por um furacão que atingiu a costa na categoria um ou por conta da falta de manutenção dos diques? Bush afirmou que ninguém esperava que fossem rompidos, porém vários relatórios já demonstravam que a situação dos diques era precária.

Vocês acham que a culpa das enchentes em SP e no Rio é da chuva ou da falta de planejamento urbano que cobre toda a cidade com asfalto impedindo que a água penetre no solo ou na falta de ordenamento que permite construções ilegais nas encostas no Rio?

É dessa forma que o ser humano altera a geografia. Não o clima. Tijuca, bairro onde moro no Rio de Janeiro, significa lamaçal em Tupi. Os índios bem antes da chegada dos portugueses já sabiam que era uma área que costumava alagar. Há alguma novidade para alguém que é um dos bairros mais atingidos pelas chuvas?

Não é verdade que os céticos acham que nada deva ser feito. A questão é o foco, o direcionamento dos recursos a serem gastos. O direcionamento dos nossos impostos. Será que continuaremos a subsidiar energia eólica quando essa já se mostrou incapaz de entregar aquilo que promete? Ou será que vamos gastar dinheiro desenvolvendo unidades nucleares menores e mais seguras (algo que já está sendo feito)? É esse debate que deve existir, sem o alarmismo e o medo que tentam incutir nas pessoas com o único motivo de ganhar dinheiro. E por isso o assunto é sim político, pois política e economia andam de mãos dadas.

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  1. maio 6, 2010 às 6:06 pm

    Ótimo texto e concordo quase totalmente.

    O “quase” se deve ao fato de que você omitiu, certamente sem intenção, que a “indústria de créditos de carbono” é destinada, ao menos parcialmente, para dificultar o desenvolvimento industrial das economias periféricas.

    Alguns consideram que os chamados céticos do aquecimento ou das ‘mudanças climáticas’ como partidários à direita do espectro político. Pois bem, sou de esquerda e discordo totalmente, há muito tempo, do discurso terrorista praticado pelos ambientalistas.

    Curiosamente, a partir do último inverno no hemisfério norte, o mais severo em décadas, houve certo silêncio dos terroristas climáticos.

    Belo post !

    • maio 6, 2010 às 8:12 pm

      Pois é, coisas esquisitas estão acontecendo. Eu não tenho tanta certeza quanto ao seu primeiro ponto. Mais por uma questão econômica. Veja bem, tradicionalmente países em desenvolvimento possuem indústrias mais “sujas” por vário fatores. A galinha dos ovos de ouro está justamente nesses países. Os EUA sofreriam mais pela quantidade e não qualidade, assim como a Europa.

      O Brasil até que estaria bem na fita pois nossa poluição é em sua maioria oriunda de queimadas. Nossa matriz energética é uma das mais limpas.

      Sobre seu segundo ponto é realmente uma coisa louca. Ecologistas tradicionalmente se colocam à esquerda (mesmo sabendo que esse negócio de esquerda e direita não funciona mais tão bem quanto antigamente), porém nesse caso estão de braços dados como pessoas como George Soros por exemplo.

      Sinceramente acho que estão entrando de gaiatos, típicos inocentes úteis.

  2. André
    maio 7, 2010 às 1:26 pm

    O Azenha fez um post com idéias parecidas. É preciso esperar para ver como vai ser a vaquinha na hora de pagar para resfriar o aquecimento global, ou esquentar o esfriamento global.

  3. maio 7, 2010 às 1:29 pm

    Pablo,

    Do final para o início. Considero que a postura adequada da esquerda, atualmente, é a de fortalecer o desenvolvimento econômico, com atenção simultânea a processos políticos que permitam a máxima expressão social decorrente, isto é, geração proporcional de empregos, educação, atenção à saúde e correlatos. Isso pode parecer ingenuidade, mas noto que é possível entrosar (não conciliar) essas questões e diminuir paulatinamente as disparidades sociais, com muita luta e rigor, até que condições mais propícias permitam mudanças mais efetivas na correlação de forças.

    Considero ecologistas militantes divididos entre inocentes úteis (a maioria) e oportunistas comprometidos com objetivos inconfessáveis (os articulados), cujas propostas são, talvez, a forma mais perversa e cínica do poder imperialista. Nenhuma pessoa civilizada é, obviamente, favorável à exploração destrutiva de recursos naturais ou ao desenvolvimento da produção a qualquer custo. Mas transformar esse paradigma em “indústria ambientalista”, com lucros políticos e financeiros enormes e à custa de estagnação econômica constitui crime contra os estratos sociais marginalizados e atende, em minúcias, aos desígnios mais sórdidos e às pretensões mais genuinas do capitalismo monopolista. Daí sua menção a George Soros.

    Sobre a questão da matriz energética. Realmente o Brasil é exemplo da chamada “matriz limpa”, pela alta participação de origem renovável, das hidrelétricas, etc. No entanto, mesmo assim, notamos a fúria insana utilizada contra a “autorização ambiental” de todos os projetos de usinas nas últimas décadas. Isto ocorre, em parte, porque o discurso ambientalista abrange questões correlatas e não apenas às emissões de carbono. Astros de rock, diretores e atores de cinema, artistas famosos, ONGs estrangeiras e muitos outros grupos, certamente financiados e incentivados por interesses identificáveis, se unem contra projetos de geração de energia LIMPA ! Os interesses desses grupos podem ser resumidos, sem receio de equívoco, a uma expressão bem simples : dificultar, impedir ou adiar o desenvolvimento econômico dos países periféricos.

    Não se trata de ‘teoria conspiratória’ ou de paranóia adolescente. Os esforços da parcela da mídia (comprometida ou associada ao imperialismo) em ampliar os movimentos ambientalistas são claros e visíveis. Ecologistas conformam, na atualidade, a versão “simpática” do mais puro conservadorismo e da vertente imperialista.

  4. maio 11, 2010 às 11:56 am

    Pessoal, pessoal… Energia gerada por hidrelétricas não é energia limpa… Vocês que estudam o assunto deveriam saber disso.

    • vilarnovo
      maio 12, 2010 às 5:40 pm

      É verdade Darw, mas é bem mais limpa que energia gerada por usinas de carvão ou óleo.

  5. maio 15, 2010 às 12:49 pm

    Darwinista,

    Como lembrou Vilarnovo, hidrelétricas produzem energia com mínimos açoites ao ambiente.

    A maior parte das mudanças ambientais provocadas por hidrelétricas decorre das emissões derivadas pela decomposição vegetal das áreas alagadas e pela própria construção de barragens.

    A sequência operacional, pós-construção, é limpa e, talvez ironicamente, contribui na implantação de espaços ambientais renovados, através dos lagos, irrigação, vida aquática, etc.

    A rigor, energia limpa está restrita à eólica, solar e correlatas, comprovadamente inviáveis na relação custo/benefício. Porém, com alguma sensatez e devidos cuidados, mesmo a energia nuclear, pela otimização produtiva e pela relativa vantagem de custos, é produzida de maneira “limpa”, não sem levantar polêmica entre os radicais do meio ambiente.

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