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Archive for outubro \07\UTC 2010

Ayn Rand volta às livrarias brasileiras

outubro 7, 2010 2 comentários

Uma ótima notícia para os liberais brasileiros. O livro “Altas Shrugged”, um dos clássicos do liberalismo, voltou a ser vendido no Brasil depois de décadas. Eu mesmo tentei diversas vezes comprar esse livro e nunca havia conseguido. Agora a editora Sextante voultou a edita-lo com o título de “A revolta de Atlas” (antigamente o título era “Quem era Jonn Galt?”).

Esse pequeno resumo encontra-se no site da Editora:

Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano, A revolta de Atlas é um romance monumental. A história se passa numa época imprecisa, quando as forças políticas de esquerda estão no poder. Último baluarte do que ainda resta do capitalismo num mundo infestado de repúblicas populares, os Estados Unidos estão em decadência e sua economia caminha para o colapso.

Nesse cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia, os principais líderes da indústria, do empresariado, das ciências e das artes começam a sumir sem deixar pistas. Com medidas arbitrárias e leis manipuladas, o Estado logo se apossa de suas propriedades e invenções, mas não é capaz de manter a lucratividade de seus negócios.

Mas a greve de cérebros motivada por um Estado improdutivo à beira da ruína vai cobrar um preço muito alto. E é o homem – e toda a sociedade – quem irá pagar.

Ayn Rand traça um panorama estarrecedor de uma realidade em que o desaparecimento das mentes criativas põe em xeque toda a existência. Com personagens fascinantes, como o gênio criador que se transforma num playboy irresponsável, o poderoso industrial do aço que não sabe que trabalha para a própria destruição e a mulher de fibra que tenta recuperar uma ferrovia transcontinental, a autora apresenta os princípios de sua filosofia: a defesa da razão, do individualismo, do livre mercado e da liberdade de expressão, bem como os valores segundo os quais o homem deve viver – a racionalidade, a honestidade, a justiça, a independência, a integridade, a produtividade e o orgulho.

Best-seller há mais de 50 anos, com 11 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro, A revolta de Atlas – publicado no Brasil na década de 1980 com o título Quem é John Galt? – desafia algumas das crenças mais arraigadas da sociedade atual. Sua mensagem transformadora conquistou uma legião de leitores e fãs: cada indivíduo é responsável por suas ações e por buscar a liberdade e a felicidade como valores supremos.

Depois da vitória do liberal Vargas Llosa no Nobel de Literatura, essa foi a melhor notícia em semanas.

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Abanando o rabo como cachorro

outubro 6, 2010 2 comentários

Pesquisa de opinião virou um grande negócio no mundo inteiro. No Brasil não é diferente. Porém algo de muito estranho está acontecendo. Os erros dos institutos de pesquisa são enormes. A diferença entre os dados levantados nas entrevistas realizadas e o real resultado demonstra uma variação bem anormal. Os presidentes dos institutos viraram estrelas pop com direito a artigos em jornais e análises políticas. De uma hora para outra um estatístico virou cientista político. E aí tivemos de tudo: de eleição do Serra, de eleição de Dilma no primeiro turno, desculpas, mancadas… Já havia colocado os dois pés atrás dos institutos de pesquisa desde o plebiscito do Desarmamento. Todas as pesquisas colocavam a vitória do “Sim” como certa. Fácil até. Chegando a ter quase 80% dos votos. No final o “Não” venceu com mais de 60%. Nas eleições de 2006 algo similar também aconteceu. As pesquisas falharam miseravelmente em prever os votos aos candidatos. Achavam que Lula levaria no primeiro turno. Houve segundo. E aqui cabe um comentário: tanto em 2006, quanto nessas eleições, o DATAFOLHA, instituto ligado à Folha de São Paulo foi massacrado pelos partidários do PT. E como aconteceu em 2006 o Datafolha foi o que menos errou. Agora dezenas de análises estão sendo feitas consideradas as pesquisas e o resultado final. Sinceramente acho que há algum problema nas pesquisas brasileiras. Ou a metodologia está errada ou alguma falha está acontecendo. Não acho que o resultado da eleição tenha se modificado tanto nos últimos dias, a despeito de reconhecer o “voto de momento” dos indecisos. A diferença foi grande demais para isso.

O ano do Big Brother

Nunca em nossa recente história demográfica uma eleição foi tão carregada na popularidade quanto essa. Cada vez mais candidatos utilizam a imagem para angariar votos frente a qualificações e projetos administrativos. Logicamente a imagem sempre foi parte do jogo político, vende um político como vende um amaciante de roupas. A imagem se tornou o maior trunfo. Por exemplo, um conhecido jogador de futebol carioca foi eleito com quase 150 mil votos. Ele também possui vasta coleção de dívidas pessoais. Impostos, pensões alimentícias (que já o colocou na cadeia), trapalhadas com a Receita Federal. Mas em momento nenhum passou na cabeça de um eleitor que uma pessoa que não consegue nem mesmo controlar seu orçamento pessoal seja incapaz de manejar de forma adequada o imposto que pagamos. Bom, pelo menos ele e o gênio da área.

Outro exemplo foi o campeão dos votos. Pior não fica. Fica sim. Podem apostar. Mas de quem é a culpa disso tudo. Primeiramente a culpa é dos eleitores. São eles que elegem essas pessoas. Não se dão ao trabalho de realizar qualquer tipo de análise. Votam como estivessem votando no Big Brother. No dia seguinte vão se vangloriar com os amigos dizendo que o deputado em que votaram foi eleito. Dois anos seguintes nem mais vão se lembrar em quem votaram.

Outro culpado é a Justiça Eleitoral. As regras atualmente existentes acabam com qualquer tentativa de debate político sério. O tempo para as candidaturas é muito pequeno. Somente a partir de Julho é iniciada a propaganda eleitoral. Porque isso? Porque esse tempo tão curto para um candidato se apresentar, apresentar seus projetos? Com as novas mídias, principalmente a internet, porque não estender esse prazo para um ano antes da eleição? Qual é o problema nisso? Com o prazo atual ficará cada vez mais difícil um novo candidato com novas ideias surgir. Ainda mais no conceito de democracia em que temos onde o partido é mais importante que o candidato. Isso facilita a essas pessoas de grande popularidade pular na frente. Elas já são conhecidas. E por outro lado limita sobremaneira o debate político, com candidatos sendo apresentados em propagandas na TV com segundos de participação. Quem vai conseguir apresentar um projeto político em segundos? Essa curta campanha prejudica candidatos com pouco dinheiro. Eles são obrigados a usar seus parcos recursos em um curto período de tempo, porem quando fazem já largam atrás de outros com grandes orçamentos ou ascendência partidária.

Essas curtas campanhas beneficiam sobremaneira o uso da máquina estatal nas campanhas. Da mesma forma de defendo que o processo político, que as campanhas comecem um ano antes das eleições, também defendo que o prazo de descompatibilização de cargo político seja estendido para um ano também antes das eleições.

A eleição atual mostrou claramente o uso da máquina estatal na campanha. Com o atual presidente recebendo diversas multas por antecipação de campanha. E fazendo pouco caso disso.

Isso tudo poderia mudar em razão da reforma política ignorada pela atual legislação e atual executivo. Acontece que eles (os políticos) não têm motivos nenhum para fazer isso. Se foram eleitos, foram com as regras atuais. E para que mudar o que deu certo? Afinal, pior não fica.