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As ferramentas da mão de obra do tráfico

novembro 23, 2010 3 comentários

Ninguém duvida que as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas em áreas críticas no Rio de Janeiro foram uma evolução da estratégia no combate à criminalidade no estado. Negar aos traficantes uma área segura de onde poderiam planejar ataques e arrecadar com o tráfico de drogas é fundamental para melhorar a segurança da cidade.

Porém, as UPPs não farão milagres em curto prazo. Elas são apenas o início de um processo muito mais complicado e difícil tanto politicamente quanto economicamente. Todos sabem que o lucro do tráfico de drogas sustenta outro tipo de crime: o tráfico de armas. O poder de fogo presente nas mãos dos traficantes é tão ou mais importante que o tráfico de drogas em si. As armas são as ferramentas de trabalho da mão de obra do tráfico, é de onde o poder vem, é como conseguem dominar áreas inteiras, realizar assaltos, assassinatos e arrastões. Tudo o que estamos vendo em escalada na cidade do Rio de Janeiro.

O Brasil possui uma das legislações mais restritivas quanto ao comércio legal de armas de fogo. Porém uma lei no papel não quer dizer nada às pessoas que não tem respeito pelas leis. O cidadão comum, com o desejo de se proteger ou proteger sua família ou sua propriedade, foi o maior atingido por uma lei que nunca foi eficaz em promover aquilo a que se destina.

O problema real é que nossas fronteiras são desprotegidas de tal forma que o fluxo de armas de grosso calibre, que são proibidas aos cidadãos comuns, inunda o país com tal facilidade que como demonstrado nas escutas telefônicas realizadas pela polícia, é extremamente fácil comprar uma caixa de granadas ou outro tipo de arma de fogo. A informação que circula no Rio de Janeiro é que os traficantes que foram expulsos das favelas onde as UPPs foram instaladas só são aceitos em outras comunidades por seus comparsas caso eles levem consigo um fuzil, o que demonstra claramente a importância dessa ferramenta para o tráfico de drogas.

Esse problema já é bem conhecido das autoridades e foi investigado durante a CPI do Tráfico de Armas. Infelizmente o resultado da CPI, como várias que acontecem no Brasil, foi esquecido e não integrou nenhum planejamento de segurança pública ou foco pelo Governo Federal. A CPI demonstrou claramente o caminho que essas armas fazem até chegar aos traficantes no Rio de Janeiro, qual é sua origem, seus pontos de entrada, os atores que participam desse comércio.

Cabe ao Governo Federal, na figura dos Ministérios da Justiça e do Ministério da Defesa organizar uma política preventiva de controle das fronteiras, disponibilizando recursos tanto humano quanto material para um melhor controle fronteiriço do país. Uma proposta seria transformar a Força Nacional de Segurança em uma polícia de fronteira, atuando nos lugares conhecidos de tráfico de armas, organizando processos de inteligência com a Polícia Federal e inclusive, com as Forças Armadas já que as armas de grosso calibre são de seu uso exclusivo.

Sem que o problema do tráfico de armas seja encarado de maneira séria, como o principal vetor da violência hoje no Brasil e mais especificadamente no Rio de Janeiro, as cenas que, infelizmente, nos acostumamos a ver serão repetidas.

Nicarágua invade a Costa Rica e culpa o Google Maps

novembro 19, 2010 Deixe um comentário

Uma situação patética, ridícula e que demonstra muito bem a política sulamericana está acontecendo sem que a imprensa nacional dê muita importância para o assunto. A Nicarágua invadiu parte da Costa Rica com o propósito de criar um canal para competir com o Canal do Panamá. A estratégia é simples: invadiu parte do território da Costa Rica e culpou um erro do Google Maps para tanto. Deve ser a primeira vez no mundo que um aplicativo de computador, sem a menor pretensão de ser algum tipo de documento oficial, torna-se subterfúgio para uma agressão.

Só que não é bem assim. O fato é que tropas nicaraguenses invadiram o território da Costa Rica, tiram a bandeira do país e hastearam a deles. O erro no Google Mas só foi descoberto após a invasão nicaraguense.

A Costa Rica, país que não possui forças armadas, já apelou aos órgãos internacionais competentes, mas desde cedo sua presidente Laura Chinchilla descobriu que é muito difícil conversar com Noriega e seu bando. Como forma de iniciar as conversas, Chincilla solicitou que as tropas invasoras recuassem para territórios nicaraguenses. A resposta, como não poderia deixar de ser, foi bem ao estilo bolivariano. Ficou a cargo do vice presidente da Nicarágua, o ilustre Sr. Jaime Morales Carazo. Ele fez um apelo para que a Nicarágua e a Costa Rica “resolvam o problema como irmãos” e que ocorra um “cessar fogo na guerra verbal”, mas adicionou que “a Nicarágua não é a agressora. Não podemos invadir o chão de nossa própria casa” e que não “iria aceitar condições e ultimatos de ninguém”.

Ou seja, a Nicarágua invade parte da Costa Rica para implementar um projeto bancado pela Venezuela e financiado pelo Irã, utiliza um erro no Google Maps como justificativa a agressão militar mesmo o erro sendo descoberto após a invasão, diz que é para os países resolverem a questão como “irmãos” mas afirma que o território é deles e que não aceita interferência de ninguém.

Não é uma graça?

Agora a pergunta: será que Lula irá se meter no assunto? O Itamaraty já divulgou alguma nota irada condenando a invasão nicaraguense? A OEA já solicitou que o país retire suas tropas da área.  A resolução foi aprovada pela OEA. Porém o embaixador da Nicarágua já afirmou que as tropas não irão sair, pois se encontram em território “soberano”.

Vamos ver os desdobramentos do caso. Pule de dez que o Itamaraty irá ficar calado, ou no máximo apoiar sem muito entusiasmo as resoluções da OEA. Nada de notas, nada de discursos do presidente ou de Celso Amorim.

Aqui vocês poderão ver uma explicação bem detalhada e técnica sobre o assunto:

http://www.geo2web.com/2010/11/06/about-costa-rica-nicaragua-their-mutual-border-and-google/

Omo lava mais branco…

novembro 18, 2010 7 comentários

Há algum tempo que eu não escrevo nada sobre o tema Aquecimento Global / Mudanças Climáticas. Mas ao ler a reportagem do jornalista Marcelo Leite da Folha de São Paulo não pude resistir.

A matéria comenta sobre uma entrevista que o jornalista afirmou ser “reveladora” do Sr. Phil Jones à revista Nature. Para quem não conhece, Phil Jones era o cientista responsável pelo CRU (Climatic Research Unit), unidade de pesquisas sobre o Clima da Universidade de East Anglia no Reino Unido. O Sr. Jones foi o pivô do escândalo denominado Climategate quando emails foram vazados para a imprensa demonstrando a forma de atuação do Sr. Jones e colegas nas questões científicas quanto ao Aquecimento Global /Mudanças Climáticas.

A reportagem pareceu bastante com as que o Sr. Jones mandava jornalistas fazerem como foi demonstrado nos emails.

Primeiramente o jornalista usa o artifício de chamar a entrevista à Nature como “reveladora”. Opa! Quem lê já acha que vai encontrar algo fabuloso a seguir. Ledo engano. Começa o jornalista:

“Acusado de manipular e ocultar dados e de distorcer a ciência ligada ao aquecimento global, a partir de e-mails furtados por hackers dele e de seus colegas, Jones foi inocentado.”

Primeiramente já é tido como certo que os emails não foram hackeados por algum malvado gênio do computador e sim por alguém de dentro da própria instituição. O fato de um jornalista da BBC  afirmar que já possuía esses emails bem antes de serem divulgados corrobora essa teoria. Mais um aspecto foi o manifesto de quem divulgou os emails. O autor dizia: “Segue uma seleção randômica de email, documento e códigos. Espero que isso dê alguma perspectiva da ciência e dos homens por de trás dela.”.

Para mim está mais que claro que foi o caso de algum cientista que discordava dos métodos adotados pelo Sr. Jones e equipe.

O jornalista também afirma que o Sr. Jones foi inocentado. A suposta inocência do Sr. Jones é baseada em uma lavanderia. A única intenção dos processos foram lavar a reputação do Sr. Jones e com ela toda a teoria do aquecimento global, a despeito de todas as evidências científicas. A Global Warming Policy Foundation que é um Think Tank (cujo o autor coloca na categoria de coisas ruins, más, feia e boba) emitiu recentemente um relatório  que dizia entre outras coisas que:

“A falta de imparcialidade manisfestou-se de diferentes maneiras durante as investigações sobre os cientistas do CRU e suas críticas. Enquanto as justificativas do CRU eram aceitas sem nenhuma verificação séria, eram negadas às criticas a oportunidade de responderem e de demonstrarem as falsas alegações”.

Resumindo: foi uma tremenda forma de lavar reputações. Inclusive da revista Nature, essa mesmo onde o Sr. Jones concedeu a entrevista. A Nature é uma das revistas que aparecem nos emails como uma das publicações que ajudavam ao Sr. Jones na disseminação de suas ideias como se fossem a verdade única. Ela fazia isso recusando sistematicamente qualquer trabalho científico que contrariasse a ótica do CRU (e ao fazer isso, juntamente com outras publicações passavam a errada noção de que todos concordavam com a matéria e de que poucos cientistas discordavam de Jones como veremos a seguir).

O jornalista prossegue:

“O abatimento de Phil Jones mostra como o pesquisador médio está mal preparado para enfrentar a guerrilha movida pelos “céticos do clima”, que defendem que o aquecimento causado pelo homem não existe”.

Aqui falta o jornalista colocar uma auréola na cabeça de Jones. Chamar Jones de “cientista médio” é sacanagem. É forçar muito a barra. Jones é um dos cientistas mais importantes no assunto. Comandava uma das quatros instituições que mandavam e desmandavam na ONU em relação ao assunto. E de que guerrilha ele está falando? O simples fato de pessoas discordarem sobre um assunto e exporem os erros, as falcatruas, as negociatas de cientistas é chamado de guerrilha?

Mais uma coisa: a premissa do jornalista está errada. As pessoas que não defendem que “o aquecimento causado pelo homem não existe”. Isso é mais uma invenção típico daqueles que querem colocar frases na boca dos outros. O que os céticos defendem que o aquecimento antropogênico, isso é, o aumento da media GLOBAL das temperaturas não é relacionado a quantidade de carbono na atmosfera. Qualquer um que discorde das opiniões do Sr. Jones poderá afirmar sobre as ilhas de calor, que são aumento de temperatura causada pelo calor emitido por cidades principalmente. Há uma enorme diferença entre os assuntos.

Agora vem a parte de que mais gosto:

“Eles têm por objetivo central plantar uma semente de dúvida na ciência do clima, no que são auxiliados pelas incertezas inerentes à atmosfera”.

Qualquer cientista que se preze, qualquer um que queira seguir a carreira da ciência sabe, ou deveria saber é que não existe verdade incondicional. A mentira do jornalista baseia-se na falsa premissa de que os céticos querem “plantar uma semente da dúvida na ciência do clima”. É lógico! Isso é ciência! Ciência não é chegar a conclusões por aclamação ou por popularidade. Baseia-se em evidências, em fatos científicos. Não é culpa dos céticos que tanto as evidências quanto os fatos científicos desmentem os cientistas do CRU.

A matéria do jornalista Marcelo Leite é cheia de desinformação, opiniões pessoais, carregada ideologicamente. Adota falsas premissas e mentiras como fato. Coisas que poderiam ser desmascaradas em dois minutos de pesquisas sérias.

Pelo menos há algo de bom. Os poucos comentários sobre a matéria no site da Folha de São Paulo demonstram que as pessoas não mais se deixam levar por esse tipo de panfleto travestido de matéria jornalística.

Quando a máscara cai

novembro 12, 2010 6 comentários

Recentemente entrei em um debate lá no Relances com um rapaz. O debate era sobre cotas, racismo e coisas desse gênero. Ele possuía posições diferentes das minhas, digamos mais a esquerda. Até então não poderia dizer que ele era de esquerda, pois não o conheço o suficiente e acho, sinceramente, que pessoas podem ter posições diferentes das minhas em certos pontos e mesmo assim não ser consideradas de esquerda.

Mas uma coisa que caracterizou o debate foi como ele se desenvolveu. No início era algo interessante e até amistoso, uma troca de ideias de pessoas com visões diferentes de um assunto. Não sei se foram meus argumentos ou a falta dos argumentos dele que fez com que o debate fosse ladeira abaixo.

Engraçado como certos tipos de pessoas estão acostumadas a terem suas opiniões como verdades universais. O contraditório é logo uma afronta, uma violência. Não conseguem entender que há visões diferentes no mundo. De maneira nenhuma estou dizendo que eu estou certo e que ele está errado. Mas porque será que sou obrigado a aceitar ideias que não considero válidas, pois não considero válidos os argumentos apresentados?

Como não poderia deixar de ser com esse tipo de pessoa, o respeito foi embora. Xingamentos, ataques, verborragia tornaram-se os argumentos. Quando há falta de ideias e respeito, a violência vira a única arma.

Logo ficou claro a veia esquerdosa do sujeito. Essa é uma das grandes características desse grupo: a total falta de respeito pela opinião alheia. O que os esquerdosos mais querem é a unanimidade. Essa coisa de contraditório, de opiniões diferentes (das deles, lógico), não é com eles. Eles acham que estão sempre certos e ponto. Quem discorda é logo caracterizado pelos adjetivos que eles adoram chamar os outros, sabendo lógico que esses mesmos adjetivos são os que os caracterizam.

Por isso é cada vez mais importante que o debate de ideias ocorra, nós que nos denominamos liberais, que não somos denominados por ninguém, devemos sempre estar dispostos a entrar em debates como esse. No final das contas a verdadeira face dessas pessoas sempre acaba aparecendo.

Silvio Santos, Lula e a bolinha de papel

novembro 11, 2010 4 comentários

A corrupção no Brasil é algo de tão básica…

Quer dizer que Silvio Santos visita Lula com a ridícula desculpa para que o presidente contribua com o Teleton. Algum tempo depois a Caixa Econômica Federal arremata 49% do banco PanAmericano. Durante a campanha o SBT frauda imagens sobre o incidente com o Serra no Rio de Janeiro. Agora descobre-se um rombo enorme e criminoso no PanAmericano, que por obra do acaso só é divulgado após as eleições mesmo o BC alegando que já sabia do caso há algum tempo.

Esse país é tão simplório que chega até a dar sono.

Correção: A Caixa comprou 49% do PanPanAmericano antes da visita do $$ ao Lula Molusco.

Eleições Americanas 2010

novembro 3, 2010 2 comentários

O melhor comentário foi do FYI ao ver o quadro abaixo: “foi um banho de sangue”.

Graças a Deus (opsss) acabou a eleição

novembro 1, 2010 6 comentários

Felizmente chegou ao final o pior processo eleitoral na história deztepaíz. Tentei ao máximo ficar de fora dessa rinha. Vez por outra me metia em discussões entre um blog o outro. Ficou bem claro, para mim, que o país piorou um processo que já era ruim, tornando bem claro a extrema necessidade de várias reformas que nunca serão realizadas.

Fazendo um pequeno histórico. A disputa eleitoral começou coisa de uns dois anos atrás quando o presidente (p pequeno mesmo) Lula introduziu goela abaixo de seu partido a melhor gerente de loja de 1,99 falida do mundo, a ilustre desconhecida Dilma Rousseff como sua candidata. Como Lula conseguiu fazer isso? Fácil, por sua popularidade, nenhum petista está na cadeia até hoje. Por sua popularidade e competência (Rá! Pegadinha do Malandro) da Polícia Federal.

Definido sua sucessora, Lula iniciou a campanha. “Mas a lei não determina uma data”. Ô abestado! E o Lula se importa com lei? Se ele não gosta de uma, ele vai lá e muda (vide BrOi). Os nossos juízes caríssimos, promotores dispendiosos deviam estar todos em Berlim, pois nada fizeram em absoluto.

O outro candidato, o periquito careca, achou que estava com a partida ganha. Aliás, o partido do homem é meio esquizofrênico.  Parece que gostou da mania do partido da boquinha (PT) de perder eleições. Há quatro anos o melhor candidato era o Serra, foram de Alkimim.  Esse ano quando o melhor candidato era o Aécio, foram de Serra. Vai entender.

Pois bem, o Bento Carneiro achou que ia levar na maciota, que só dependia dele. Quis fazer tudo sozinho. Perdeu sozinho. Seu maior trunfo foi relegado e, verdade seja dita, não mexeu uma palha de acender cigarro sequer.

Quando a campanha começou realmente nós percebemos que ela nunca iria começar. Afinal, não havia nada para avaliar. Nenhum dos candidatos apresentou qualquer coisa similar a um projeto de governo. A Dilma “Brinquedo assassino” Rousseff deixou a campanha para o seu Master of Puppets, e deixou o barco seguir o rumo. Segundo seus militantes (argh!!) o maior “trunfo” de Dilma era que o “povo” brasileiro ainda não sabia que ela era candidata do Führer. Que coisa heim!? Serra, mais perdido que cego em tiroteio, nem mesmo ensaiou algum tipo de campanha. Isso tudo resultou em Marina Silva. Lamentável um país onde uma pessoa como Marina Silva torna-se o fiel da balança. Pior, onde o personagem mais interessante (mesmo sendo equiparado a uma escultura de cera da Madame Tussauds) foi Plínio de Arruda Sampaio.

As reformas tão necessárias ao país passaram em branco. Não foram temas da campanha. Ao invés disso, a religião entrou em cena. E aqui faço algumas críticas:

Alguns temas foram tirados da campanha pela ótima equipe de pauteiros do PT. Quando o candidato à vice-presidente do partido do canário, Sr. Índio-quer-apito-se-não-tiver-pau-vai-comer trouxe as ligações entre o PT e as FARC muitos consideraram algo “violento” demais para o eleitor acostumado a assistir Malhação. Falaram em “ódio”, “truculência” e outras coisas mais. Acontece caríssimos que, infelizmente, o brasileiro ainda não possui maturidade suficiente para julgar algo como política externa.  As ligações entre o PT e as FARC sempre foram claras, o apoio mútuo sempre existiu. E graças a PF outras más foram devidamente acobertadas. O assunto FARC é sim assunto a ser discutido em uma eleição. É assunto relevante, pois as FARC além de ser o maior grupo terrorista da América Latina é um grande grupo narcotraficante. Não podemos nunca nos esquecer de que Fernandinho Beira Mar foi preso quando estava negociando armas por drogas com as FARC.

Outro ponto. Aborto. Esse vai ficar como o símbolo da eleição. Definido que haveria o segundo turno, o partido da boquinha viu-se de cara com um problemão. Os religiosos tão incentivados pelo PT (vide Rede Record, vide Crivella) começaram a reclamar da posição do PT sobre o aborto. A posição da Dilma nem conta muito, pois ela faz o que lhe mandarem. Como a Marina Silva possuiu uma posição similar a dos religiosos a porca poderia torcer o rabo. Rapidamente os marqueteiros do PT (muito melhores que os do PSDB) fizeram de tudo para soltar uma bomba de fumaça nesse assunto. Valeu tudo, de desdizer aquilo que foi dito, de esconder as resoluções do próprio Congresso do PT sobre o assunto, de subornar outros religiosos, de escrever Cartas ao Povo Brasileiro (que substituíram qualquer coisa similar a um programa de governo) dizendo que a Brinquedo Assassino era pró vida. Difícil vai ser encontrar alguém que não seja.

E assim a campanha foi indo, indo, indo e acabou fondo. O palhaço carequinha não conseguiu empolgar nem sua mãe, e a vitória acabou mesmo com a Dilma (Who?). Agora, depois da eleição começa a especulação do que ela ira fazer. O mais impressionante é que as pessoas que apoiaram a Dilma não se importam com isso. O negócio era vencer. Agora discutimos projeto… Que projeto meus caros? Qual? Depois de eleito não há projeto, há vontade.

Agora, com o final da eleição, o que poderemos esperar do governo Dilma. Nada… e tudo. Dilma encontrará várias dificuldades pela frente. Várias bombas armadas por Lula podem estourar nas mãos incapazes de Dilma. Ela já começou errando ventilando a possibilidade de manter Guido Mantega no Ministério. Ele é o pior Ministro que da história deztepaíz. O cara sabe de economia o mesmo que eu sei de Física de Partículas. Talvez eu saiba mais, pois ainda sei o que é um Quark (não, não é do Pato Donald).

O lado positivo é a possível volta do Palocci. Dos criminosos do PT ele é o menos pior. Foi o grande responsável de manter pessoas como a Maria da Conceição Tavares (“tem que dar certo” – o Plano Cruzado) longe do centro de decisão. Aliás, o Brasil é um eterno ressucitador de cadáveres. Principalmente quando são esquerdosos. A titia Maria, mulher não brasileira, mas que não desiste nunca, jamais acertou algo na vida. A sua máquina de falar besteiras não tem freios, e mesmo assim volte e meia aparece em destaque na imprensa nacional. Isso sim é ser do PIG!  Outra também que nos orgulha (NOT!) com seus presentes diretamente vindo de algum lugar de Athenas é a Marilene Chauí. A nossa eterna filó… professora de filosofia que diz que adora Spinoza. Toda vez que ela pronuncia o nome do (esse sim) filósofo este deve se revirar no túmulo.

O que mais podemos esperar de um governo Dilma? Bom que a crise no mundo não se aprofunde (torça para a Europa pois o EUA de Obama já foi para o saco), que o preço de nossas commodoties continue alto. E ela, particularmente, deve torcer para que a PF continue no cabestro e que nossos juizes e promotores continuem em Berlim.

O país não tem risco de dar errado (toc toc toc), mas também não corre risco nenhum de dar certo. Igualzinho ao governo Lula. Que aliás foi a cara do “povo” brasileiro.

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Como o assunto é chato pacas, não tive saco de revisar o texto, portanto desculpe pelos erros. Além do que um assunto muito mais importante e interessante está em voga: as eleições americanas.

Categorias:Atualidades, Política