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Graças a Deus (opsss) acabou a eleição


Felizmente chegou ao final o pior processo eleitoral na história deztepaíz. Tentei ao máximo ficar de fora dessa rinha. Vez por outra me metia em discussões entre um blog o outro. Ficou bem claro, para mim, que o país piorou um processo que já era ruim, tornando bem claro a extrema necessidade de várias reformas que nunca serão realizadas.

Fazendo um pequeno histórico. A disputa eleitoral começou coisa de uns dois anos atrás quando o presidente (p pequeno mesmo) Lula introduziu goela abaixo de seu partido a melhor gerente de loja de 1,99 falida do mundo, a ilustre desconhecida Dilma Rousseff como sua candidata. Como Lula conseguiu fazer isso? Fácil, por sua popularidade, nenhum petista está na cadeia até hoje. Por sua popularidade e competência (Rá! Pegadinha do Malandro) da Polícia Federal.

Definido sua sucessora, Lula iniciou a campanha. “Mas a lei não determina uma data”. Ô abestado! E o Lula se importa com lei? Se ele não gosta de uma, ele vai lá e muda (vide BrOi). Os nossos juízes caríssimos, promotores dispendiosos deviam estar todos em Berlim, pois nada fizeram em absoluto.

O outro candidato, o periquito careca, achou que estava com a partida ganha. Aliás, o partido do homem é meio esquizofrênico.  Parece que gostou da mania do partido da boquinha (PT) de perder eleições. Há quatro anos o melhor candidato era o Serra, foram de Alkimim.  Esse ano quando o melhor candidato era o Aécio, foram de Serra. Vai entender.

Pois bem, o Bento Carneiro achou que ia levar na maciota, que só dependia dele. Quis fazer tudo sozinho. Perdeu sozinho. Seu maior trunfo foi relegado e, verdade seja dita, não mexeu uma palha de acender cigarro sequer.

Quando a campanha começou realmente nós percebemos que ela nunca iria começar. Afinal, não havia nada para avaliar. Nenhum dos candidatos apresentou qualquer coisa similar a um projeto de governo. A Dilma “Brinquedo assassino” Rousseff deixou a campanha para o seu Master of Puppets, e deixou o barco seguir o rumo. Segundo seus militantes (argh!!) o maior “trunfo” de Dilma era que o “povo” brasileiro ainda não sabia que ela era candidata do Führer. Que coisa heim!? Serra, mais perdido que cego em tiroteio, nem mesmo ensaiou algum tipo de campanha. Isso tudo resultou em Marina Silva. Lamentável um país onde uma pessoa como Marina Silva torna-se o fiel da balança. Pior, onde o personagem mais interessante (mesmo sendo equiparado a uma escultura de cera da Madame Tussauds) foi Plínio de Arruda Sampaio.

As reformas tão necessárias ao país passaram em branco. Não foram temas da campanha. Ao invés disso, a religião entrou em cena. E aqui faço algumas críticas:

Alguns temas foram tirados da campanha pela ótima equipe de pauteiros do PT. Quando o candidato à vice-presidente do partido do canário, Sr. Índio-quer-apito-se-não-tiver-pau-vai-comer trouxe as ligações entre o PT e as FARC muitos consideraram algo “violento” demais para o eleitor acostumado a assistir Malhação. Falaram em “ódio”, “truculência” e outras coisas mais. Acontece caríssimos que, infelizmente, o brasileiro ainda não possui maturidade suficiente para julgar algo como política externa.  As ligações entre o PT e as FARC sempre foram claras, o apoio mútuo sempre existiu. E graças a PF outras más foram devidamente acobertadas. O assunto FARC é sim assunto a ser discutido em uma eleição. É assunto relevante, pois as FARC além de ser o maior grupo terrorista da América Latina é um grande grupo narcotraficante. Não podemos nunca nos esquecer de que Fernandinho Beira Mar foi preso quando estava negociando armas por drogas com as FARC.

Outro ponto. Aborto. Esse vai ficar como o símbolo da eleição. Definido que haveria o segundo turno, o partido da boquinha viu-se de cara com um problemão. Os religiosos tão incentivados pelo PT (vide Rede Record, vide Crivella) começaram a reclamar da posição do PT sobre o aborto. A posição da Dilma nem conta muito, pois ela faz o que lhe mandarem. Como a Marina Silva possuiu uma posição similar a dos religiosos a porca poderia torcer o rabo. Rapidamente os marqueteiros do PT (muito melhores que os do PSDB) fizeram de tudo para soltar uma bomba de fumaça nesse assunto. Valeu tudo, de desdizer aquilo que foi dito, de esconder as resoluções do próprio Congresso do PT sobre o assunto, de subornar outros religiosos, de escrever Cartas ao Povo Brasileiro (que substituíram qualquer coisa similar a um programa de governo) dizendo que a Brinquedo Assassino era pró vida. Difícil vai ser encontrar alguém que não seja.

E assim a campanha foi indo, indo, indo e acabou fondo. O palhaço carequinha não conseguiu empolgar nem sua mãe, e a vitória acabou mesmo com a Dilma (Who?). Agora, depois da eleição começa a especulação do que ela ira fazer. O mais impressionante é que as pessoas que apoiaram a Dilma não se importam com isso. O negócio era vencer. Agora discutimos projeto… Que projeto meus caros? Qual? Depois de eleito não há projeto, há vontade.

Agora, com o final da eleição, o que poderemos esperar do governo Dilma. Nada… e tudo. Dilma encontrará várias dificuldades pela frente. Várias bombas armadas por Lula podem estourar nas mãos incapazes de Dilma. Ela já começou errando ventilando a possibilidade de manter Guido Mantega no Ministério. Ele é o pior Ministro que da história deztepaíz. O cara sabe de economia o mesmo que eu sei de Física de Partículas. Talvez eu saiba mais, pois ainda sei o que é um Quark (não, não é do Pato Donald).

O lado positivo é a possível volta do Palocci. Dos criminosos do PT ele é o menos pior. Foi o grande responsável de manter pessoas como a Maria da Conceição Tavares (“tem que dar certo” – o Plano Cruzado) longe do centro de decisão. Aliás, o Brasil é um eterno ressucitador de cadáveres. Principalmente quando são esquerdosos. A titia Maria, mulher não brasileira, mas que não desiste nunca, jamais acertou algo na vida. A sua máquina de falar besteiras não tem freios, e mesmo assim volte e meia aparece em destaque na imprensa nacional. Isso sim é ser do PIG!  Outra também que nos orgulha (NOT!) com seus presentes diretamente vindo de algum lugar de Athenas é a Marilene Chauí. A nossa eterna filó… professora de filosofia que diz que adora Spinoza. Toda vez que ela pronuncia o nome do (esse sim) filósofo este deve se revirar no túmulo.

O que mais podemos esperar de um governo Dilma? Bom que a crise no mundo não se aprofunde (torça para a Europa pois o EUA de Obama já foi para o saco), que o preço de nossas commodoties continue alto. E ela, particularmente, deve torcer para que a PF continue no cabestro e que nossos juizes e promotores continuem em Berlim.

O país não tem risco de dar errado (toc toc toc), mas também não corre risco nenhum de dar certo. Igualzinho ao governo Lula. Que aliás foi a cara do “povo” brasileiro.

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Como o assunto é chato pacas, não tive saco de revisar o texto, portanto desculpe pelos erros. Além do que um assunto muito mais importante e interessante está em voga: as eleições americanas.

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Categorias:Atualidades, Política
  1. Nival Júnior
    novembro 1, 2010 às 6:59 pm

    Chora, não vou ligar
    Chegou a hora
    Vai me pagar
    Pode chorar, pode chorar

    É, o teu castigo
    Brigou comigo
    Sem ter porque
    Vou festejar, vou festejar
    O teu sofrer, o teu penar

    Você pagou com traição
    A quem sempre lhe deu a mão
    Você pagou com traição
    A quem sempre lhe deu a mão

    Chora, não vou ligar
    Chegou a hora
    Vai me pagar
    Pode chorar, pode chorar

    É, o teu castigo
    Brigou comigo
    Sem ter porque
    Vou festejar, vou festejar
    O teu sofrer, o teu penar

    Você pagou com traição
    A quem sempre lhe deu a mão
    Você pagou com traição
    A quem sempre lhe deu a mão

    • vilarnovo
      novembro 1, 2010 às 7:41 pm

      Será que ele achou que eu fiquei triste por Serra ter perdido?

  2. Microempresário
    novembro 2, 2010 às 5:19 pm

    Perfeito na forma e conteúdo, Pablo. Parabéns.

  3. novembro 5, 2010 às 7:05 pm

    Pablo,

    Seu texto impressionista sobre as eleições brasileiras, me parece, é contraditado pelo post seguinte, sobre as eleições no império decadente.

    Se vc afirma que os EUA foram “para o saco”, acredito que os resultados eleitorais daquele “país” sejam mais tediosos e previsíveis.

    • vilarnovo
      novembro 5, 2010 às 11:30 pm

      Mais ou menos Nada… se você pensar em dois anos atrás, ninguém acharia que Obama seria o fracasso que é (pra falar a verdade, sempre achei). A grande diferença entre os EUA e o Brasil é que lá existe política. Lá a disputa politica acontece com dois lados possuindo diferenças ideológicas. Aqui no Brasil as duas maiores forças políticas PSDB e o PT possuem ideologias iguais (tirei o PMDB por motivos óbvios). Nos EUA além dos dois grandes partidos ainda surgiu o Tea Party que colocou um novo tempero (não tão novo assim, é verdade) no processo político. Na verdade, acho, sinceramente, que a vitória dos republicanos no congresso americano pode ter consequências bem melhores para os americanos que a hegemonia democrata.
      Obviamente teremos que esperar para ver. Afirmei que o EUA de Obama foi para o saco, mas os anúncios de morte do pais do norte como um todo são totalmente exagerados.

      • novembro 6, 2010 às 2:55 pm

        Pablo,

        Exatamente há dois anos atrás (09/11/08), escrevi texto em meu blog a respeito da então futura posse do governo de Obama e fui claro ao mencionar as ingênuas expectativas de seus (dele) eleitores e de fãs, inclusive brasileiros. Posteriormente, em outro texto (09/02/09) adicionei outras questões decorrentes da crise financeira e suas implicações. Os dois posts continuam atualíssimos e NADA existe contra seu conteúdo.

        Acredito (e repetidas vezes afirmei isso, inclusive no extinto blog de Pedro Dória) que a eleição ddo atual presidente daquele país consistiu em mera campanha de marketing e TENHO ABSOLUTA CERTEZA de que o movimento Tea Party e grupos assemelhados convergem para propostas igualmente vazias.

        Não existe atualmente, seja nos USA ou na Europa, força política ou projeto capaz de superar os imensos problemas econômicos e financeiros gerados nos últimos 20 ou 30 anos. As dívidas, os déficits permanentes, as emissões monetárias sem lastro produtivo, os desequilíbrios relativos, dentre muitos outros fatores, sinalizam demolições e não construções.

        Nos próximos 10 ou 15 anos, no máximo, a geopolítica mundial será muito diferente da atual e muitas (talvez quase todas) das concepções ora vigentes estarão sepultadas.

        Bye bye dollar, USA, UE, mapa atual da China e, muito provavelmente, divisão territorial dos países da América do Sul, que deverá ser unificada.

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