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AIDS e os grupos de risco


O dia 1º de Dezembro foi eleito para ser o dia mundial de luta contra a AIDS. Diversas campanhas foram realizadas assim como diversos estudos vieram a público. Acompanhei alguns debates sobre o tema e a importância da disseminação da informação de como se proteger diante da doença. Infelizmente algo escapou ao debate: os grupos de risco. Tornou-se quase um tabu no Brasil e no mundo dizer algo sobre grupos de risco em relação à AIDS, porém eles existem.

O relatório da Organização Mundial de Saúde, no seu departamento de combate a AIDS (UNAIDS) deixa bem claro uma das grandes falhas na organização dos países para o combate à doença. O relatório afirma que “o ressurgimento da epidemia entre homens que fazem sexo com outros homens em países desenvolvidos é substancialmente bem documentado”. Em outro trecho o relatório fala em na “crescente evidência de risco entre populações chaves”.

Essa falha em reconhecer os grupos de risco e direcionar recursos para o combate à AIDS entre esses grupos chaves é reconhecida no relatório: “Apesar de usuários de drogas, homens que fazem sexo com outros homens, detentos, trabalhadores que costumam viajar e trabalhadores da indústria do sexo possuírem um maior risco de contágio pela AIDS, o nível de recursos direcionados a programas focados para esses grupos é tipicamente baixo mesmo em epidemias concentradas”.

Infelizmente há um erro em achar que pessoas que indicam a existência desses grupos são calcadas na desinformação ou algum tipo de preconceito. Porém, sob o ponto de vista econômico, de recursos finitos e escassos, a melhor atuação de órgão de saúde é direcionar esses recursos onde há a maior possibilidade de sucesso ou onde os melhores resultados (ou seja, a diminuição dos casos de infecção) sejam alcançados.

Reconheço que é um assunto delicado, que deva ser tratado de forma técnica, porém não reconhecer a existência desses grupos não mudará o quadro. Mais recursos devem ser direcionados a organizações que tratam do assunto, mais campanhas governamentais devem ser direcionadas a esses grupos chaves.

O Brasil é mundialmente reconhecido como um caso de sucesso no tratamento e prevenção a AIDS, não podemos, em nome de um conservadorismo ou do politicamente correto, deixar de encarar o problema de forma técnica e racional, sob o risco de deter o avanço já conseguido.

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Categorias:2010, Atualidades Tags:,
  1. magno k
    dezembro 3, 2010 às 1:08 am

    Muito bom.

  2. joyce
    agosto 12, 2011 às 8:47 pm

    gosto muito de mim informar e saber sobre o que é aids? ha muitas perguntas e poucas respostas, porém absolas… aids é uma doença seria não tem cura mais ha tratamento! deixo o recado pra galera, previna-se use camisinha!! by- joyce

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