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Archive for the ‘Cinema’ Category

Avatar

janeiro 15, 2010 5 comentários

Pois é, eu vi. Duas vezes. O filme é excelente. Não pela sua história que é boboca demais, mas a tecnologia empregada no filme é impressionante. Logicamente estou me referindo à versão 3D. O último filme 3D que eu havia vista foi um do Freddie Kruger…

A grande vantagem é que o diretor de Avatar, James Cameron, mudou um pouco o conceito do uso do 3D. Ao invés do espectador ser bombardeado por objetos, Cameron os inclui no filme. É como se quem estivesse no cinema fosse um dos personagens ou um espectador privilegiado das paisagens e da aventura.

O visual é impressionante. Muitas cores ácidas. Aliás, parece que Cameron desenhou um filme em uma viagem de ácido. Mas há algo a ser dito: veja algumas imagens do filme:

Notem as montanhas flutuantes e os dragões...

Mais essa:

Novamente os dragões e as grandes montanhas.

Mais uma:

Vegetação exuberante e árvores gigantescas.

Agora comparem com o trabalho de Rogert Dean que fazia para muitas capas de disco de bandas de rock progressivo das décadas de 60/70 como o Yes:

Os dragões e a vegetação exuberante...

Está tudo lá…

... as montanhas flutuantes

E até mesmo as formas das estruturas.

Quem viu o filme lembrará dessa estrutura em arco.

Fica muito difícil não encontrar paralelo entre o visual de Avatar com o trabalho de Roger. Mas na verdade isso pouco importa. O filme tem grandes méritos, é um trabalho visual espetacular e merece ser visto. Em 3D, claro.

Dica do Hermenauta via io9.

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Cinema (2)

junho 8, 2009 2 comentários

E por falar em cinema nesse último domingo fui assistir “Uma noite no Museu 2”. Não, o filme não conseguiu chegar perto da primeira versão. Tarefa difícil pois o enredo não poderia mudar muito e o máximo que conseguiram foi acrescentar novos personagens. E para aqueles que não conhecem um básico da história americana algumas piadas ficarão sem sentido.

Mas o que eu queria comentar é sobre a indústria nacional de cinema. Sempre fui um crítico das leis de incentivos à cultura. Pelo menos do jeito que são no Brasil. Parece que atores, atrizes, diretores e todos os que trabalho com cultura ou são uns idiotas que não conseguem se sustentar ou são deuses que não devem passar por coisas que nós, reles mortais, passam como trabalhar para pagar as próprias contas.

Do jeito que está no Brasil, ser ator/atriz, principalmente famoso, virou apenas um hobbie já que não há risco nenhum na profissão. Podem fazer o pior filme do mundo que não dê um centavo de bilheteria, não há o menor problema já que o dinheiro não é deles mesmo e o butim já está no bolso. Uma maravilha.

Mas mesmo assim o cinema tem evoluido. Muito mais por conta não de diretores como Tizuka Yamasaki que intercala seus filmes “cabeça” de zero bilheteria com super produções como “Xuxa Popstar”. E mesmo uma milhonária como a Xuxa usa o seu e o meu dinheiro para bancar suas produções. Não é uma maravilha?

Ainda sim há uma luz no fim do túnel. Aparentemente a indústria tem deixado de lado o lance da “superioridade cultural” para fazer filmes que as pessoas, também chamadas de público ou de consumidores ou de mercado, queiram assistir. O fenômeno não é novo: vez por outra pintavam algo, digamos “assistível”. Hoje os títulos vem aumentando. O que é sempre bom.

Estamos chegando ao nível de Hollywood. Calma não é em relação aos orçamentos. Mas na capacidade de explorar desastres humanos e fazer um filme, provavelmente porcaria, mas “assistível” sobre isso. Então aguardemos:

Jean Charles, o filme, vem aí.

Tremei Hollywood! Tremei!

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Cinema (1)

Gosto muito de ir ao cinema. Não chego a ser um cinéfilo de carteirinha, mas aprecio muito das características que os cinéfilos apreciam: a imersão na sala escura, um som de boa qualidade, o tamanho da tela. E hoje eu posso comemorar uma das grandes revoluções no cinema: a marcação de lugar.

Quem gosta de cinema sabe que o lugar faz diferença. Principalmente com os sons em stereo. Então eu sempre fiz questão de chegar cedo nas seções. Ficar na fila às vezes em pé por meia hora, quarenta minutos. Apenas para poder sentar em um lugar que eu julgasse ser o melhor.

Isso tudo foi só para dizer que eu não mudava de lugar quando geralmente um casal de adolescentes chegava com o filme quase começando e pedia…pedia não, quase mandava, que eu trocasse de lugar. Não minha filha, não vou trocar. Chegei cedo para sentar aqui.

As pessoas achavam um absurdo, uma falta de consideração, um desumano! Como assim?? Não vai pular uma poltrona?? Não, não vou. Que chegasse cedo!

Passavam o filme todo com cara feia. As vezes batendo papo em grande distância apenas para me irritar. Não me importava. Talvez da próxima vez eles cheguem cedo.

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