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Posts Tagged ‘Crise’

Rapidinhas II

julho 12, 2011 6 comentários

Trem Bala

Há algo de muito errado em um projeto que antes de ser iniciado tem seus custos dobrados. O Trem Bala que é um quase um fetiche da Presidente Dilma é algo de estúpido, desnecessário, inviável e sem nenhuma sustentabilidade.

A deficiência no país são os aeroportos, portos e nossa malha ferroviária de carga e interligações modais. Esse neodesenvolvimentismo que beira a megalomania dos militares pode levar o país a banca rota.

O risco é teu e não meu

Sou totalmente favorável que os bancões que emprestaram dinheiro para Grécia, Itália e Espanha percam dinheiro. Sabemos que isso nunca irá acontecer e isso é muito ruim. Calote faz parte do risco do negócio. Não que eu esteja incentivando isso, mas se acabarmos com o risco, acaba o moral harzard e aí o céu é o limite.

A maior parte da crise mundial de hoje deve-se às garantias de governos a operações financeiras de empresas privadas e estatais. O risco dos banqueiros e acionistas é mitigado pela Viuva. Sem que a imensa maioria dos pagadores de impostos ganhem os lucros. Só ficam com os prejuízos.

Marina Silva

Quem é Marina Silva?

Segura que o PIG é teu

Chega a ser comovente o esforço de parte da imprensa para afagar a Presidente Dilma. Seja em mais um caso de corrupção desmascarado ou em mais um caso de uso do BNDES para ajudar os amigo.  Em menos de uma semana os jornais dizem que “Dilma desbaratou um processo de corrupção do governo Lula” como se ela não fosse a mãe do PAC e não fizesse parte do governo do Lula, aliás, governo dela que seria de “continuação”. Dizem, também, que a decisão de não usar o BNDES não foi derivada da chiadeira de todo economista que não está na folha do governo (direta ou indiretamente) rejeita. Ora, essa tentatíva nem viria a público se não tivesse sido aprovada pelo PT, pela Dilma e seu governo.

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Regulação x Livre Mercado: complementares e não excludentes

março 19, 2010 10 comentários

Um resultado a crise que assolou o mundo nos últimos anos foi o debate entre livre comércio e regulação. Os adeptos da presença do governo nos mercados afirmam que a crise só ocorreu devido à falta de regulações, ou seja, culpam pela crise o que chamam de liberalismo. Já os liberais, como eu, afirmam que regulações sempre existiram e que o mercado onde se originou a crise é um dos mais regulados do mundo. Porém, se há algo unânime foi que o primeiro indício da crise se deu com a quebra do banco de investimento Lehman Brothers.

Uma notícia veiculada no Financial Times e replicada no El País coloca mais lenha nesse debate. Segundo os diários a Merrill Lynch, concorrente do Lehman, avisou às autoridades competentes sobre a maquiagem nos balanços do banco de investimento. A suspeita originou-se devido ao comunicado do Lehman Brothers sobre sua liquidez, informando ao mercado que seria o banco mais líquido da concorrência. Ao receber telefonemas e indagações de seus clientes, os funcionários da Merrill Lynch suspeitaram e não consideraram críveis as alegações do concorrente: “Lehman estava dizendo ao mundo que contava com liquidez de sobra e nós sabíamos que não poderiam estar melhores que nós”, afirmou um funcionário da Merril Lynch. Semana passada um tribunal de falência de Nova Iorque afirmou em um comunicado que os responsáveis pelo banco de investimento maquiaram suas contas para esconder as dificuldades da entidade.

Isso nos leva a mais um capítulo onde as seguintes perguntas são evidentes: a) se houve maquiagem, houve crime; b) se houve crime foi porque uma lei já existente foi quebrada; c) os responsáveis por averiguar às leis são o FED e a SEC principalmente, onde estavam esses organismos?

E para finalizar, o mais importante: muitos dizem cobras e lagartos sobre a autorregulação do mercado, dizem que é algo que não existe. Esse caso mostra que existe sim, o que falhou foi a fiscalização e a atuação dos órgãos competentes. O fato de um concorrente direto ter avisado às entidades competentes sobre o que estava ocorrendo mostra isso.

É lógico que os liberais acreditam que leis devam existir por isso uma das metas dos liberais é o que chamamos de Império das Leis, onde essas devem ser escritas e cumpridas de forma a garantir um funcionamento competitivo e justo não só do mercado, mas de todas as outras interações econômicas, seja entre dois mega bancos de investimento ou na compra de um picolé na padaria da esquina.

A maior crítica dos liberais ao leviatã governamental é sobre a crença de que alguns têm em uma entidade imaginária chamada Estado, como se essa não fosse composta por pessoas passíveis dos mesmos erros e interesses existentes no mercado. Acreditam piamente quando alguém veste a túnica de governo passam a possuir ideias geniais, poderes celestiais e ficam desprovidas de todo e qualquer interesse próprio, tornando-se assim seres totalmente altruístas e providos de uma bondade divina.

Os liberais acreditam que não é por aí, e quanto mais simples, claras, objetivas às leis é melhor para todos, desde o próprio Estado que tem maior capacidade de regulação e, principalmente, fiscalização do cumprimento dessas leis, e para o mercado (incluindo o consumidor) que pode dessa maneira escolher, através das milhões de interações sociais, que em todos os aspectos são mais inteligentes do que meia dúzia de burocratas que se acham mais inteligentes que os milhões de consumidores, possam fiscalizar e cobrar maior clareza e accountability das empresas as quais mantêm contato.

P.S.: Você elegeria um provado incompetente para ser CEO de sua empresa? Você contrataira alguém que falhou miseravelmente em suas responsabilidades para gerir seu patrimônio? Pois bem, foi exatamente isso que  administração Obama fez ao colocar como Secretário do Tesouro (o homem com a chave do cofre) o ex-presidente do FED de Nova Iorque, Timothy Geithner, que era o responsável em fiscalizar não só o Lehaman Brothers, mas quase todas as outras instituições atingidas pela crise. Excelente caso de alguém que “caiu para cima”.

P.S.2: Muitos dos que chamam hoje de Keynesianos, ou neo keynesianos não fazem a menor idéia do que Keynes realmente dizia. Na verade isso não é novidade. Muitos dos que se chamam de Marxistas nunca leram Marx (aliás Reagan, um dos maiores presidentes americanos, tinha uma tirada excelente: “marxistas são aqueles que dizem que leram Marx; anti-marxistas são aqueles que leram Marx e entenderam o que ele quis dizer). Para entender realmente o que Keynes representou recomendo ler esse texto do meu companheiro de Redel Liberal, Rubem de Freita Novaes.