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Avatar

janeiro 15, 2010 5 comentários

Pois é, eu vi. Duas vezes. O filme é excelente. Não pela sua história que é boboca demais, mas a tecnologia empregada no filme é impressionante. Logicamente estou me referindo à versão 3D. O último filme 3D que eu havia vista foi um do Freddie Kruger…

A grande vantagem é que o diretor de Avatar, James Cameron, mudou um pouco o conceito do uso do 3D. Ao invés do espectador ser bombardeado por objetos, Cameron os inclui no filme. É como se quem estivesse no cinema fosse um dos personagens ou um espectador privilegiado das paisagens e da aventura.

O visual é impressionante. Muitas cores ácidas. Aliás, parece que Cameron desenhou um filme em uma viagem de ácido. Mas há algo a ser dito: veja algumas imagens do filme:

Notem as montanhas flutuantes e os dragões...

Mais essa:

Novamente os dragões e as grandes montanhas.

Mais uma:

Vegetação exuberante e árvores gigantescas.

Agora comparem com o trabalho de Rogert Dean que fazia para muitas capas de disco de bandas de rock progressivo das décadas de 60/70 como o Yes:

Os dragões e a vegetação exuberante...

Está tudo lá…

... as montanhas flutuantes

E até mesmo as formas das estruturas.

Quem viu o filme lembrará dessa estrutura em arco.

Fica muito difícil não encontrar paralelo entre o visual de Avatar com o trabalho de Roger. Mas na verdade isso pouco importa. O filme tem grandes méritos, é um trabalho visual espetacular e merece ser visto. Em 3D, claro.

Dica do Hermenauta via io9.

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English people are the best!

setembro 2, 2009 2 comentários

 

Sem comentários… precisa?

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Michael Jackson

Escrevo essas parcas linhas ainda sem a confirmação. Como amante de boa música, nem preciso dizer o quanto sua música representou para mim, para toda uma geração. Sua parceria com Quince Jones talvez nunca será superada. Dois gênios que revolucionaram a música como poucos.

Deixo aqui, o que para mim é sua melhor performance.

Rest in peace.

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Lei Rouanet ou Capitalismo sem Riscos

Eu já havia escito um post sobre o assunto, mas Gilberto Dimestein na Folha resumiu muito bem o ponto principal:

Garota é uma lição para Ivete Sangalo

Giulia Olsson tem 14 anos e estuda no ensino médio na Flórida. Nos últimos meses, ela vendeu limonada na rua, lavou carros, disparou e-mail por várias partes do mundo para arrecadar dinheiro destinado à orquestra sinfônica de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. Conseguiu levantar R$ 30 mil.

Giulia está, nesse momento, ensinando violino para as crianças da sinfônica e vai se apresentar na Sala São Paulo –a história detalhada está no www.catracalivre.com.br.

É uma lição para celebridades como Ivete Sangalo e Caetano Veloso, entre outras celebridades brasileiras, que vem conseguindo dinheiro público para seus shows. Uma das justificativas dadas pelo Ministério da Cultura para aprovar a concessão do benefício à turnê de Caetano Veloso (um benefício totalmente dentro da lei, diga-se), é que Ivete Sangalo, montada nos seus milhões de reais, com plateias cheias, também ganhou –assim como Maria Bethânia.

Todas essas celebridades fariam melhor a elas mesmas e ao país se, como Giulia, pelo menos compartilhassem suas experiências com estudantes.

Enquanto uma menina de classe média se empenha em ajudar uma comunidade, transformando dinheiro privado em ação pública, a Lei Rouanet tem permitido o contrário –dinheiro público voltado a interesses privados.

É por aí mesmo. Nossos artistas adoram um Capitalismo sem Riscos.