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Mais sobre Aquecimento Global

novembro 3, 2009 1 comentário

Há alguns anos que eu tenho especial interesse por esse assunto. O motivo é que desde o início eu me espantei com a suposta unanimidade científica em torno da hipótese antropogênica para o aquecimento global as Mundanças Climáticas.

Comecei a pesquisar sobre o assunto e cada vez mais consegui encontrar cientístas que fugiam do tal consenso. Geralmente essas pessoas eram acusadas de estarem à soldo de instituições como empresas petrolíferas e indústrias de automóveis. Porém eu fiz o óbvio: li o que eles falavam. E percebi que, juntamente com os dados apresentados, fazia muito sentido no que diziam.

Hoje em dia a farsa do “aquecimento global” está cada vez mais difícil de ser escondida. Os dados fornecidos por satélites estão nas mãos de várias pessoas e não podem ser questionados. Isso é a pá de cal nas teorias de Aquecimento Global Antropogênico (AGA).  Logicamente há muito dinheiro e interesses envolvidos, não vão lagar essa galinha de ovos de ouro por muito tempo.

Abaixo seguem  algumas declarações de cientistas sobre o aquecimento global.

 Botânico Dr. David Bellamy, um famoso desbravador ambientalista britânico, docente na Universidade de Durham, e apresentador de uma série britânica popular de TV da vida selvagem, disse “aquecimento global é amplamente um fenômeno natural. O mundo está gastando um montante estupendo de dinheiro ao tentar consertar alguma coisa que não tem possibilidade de ser consertada”.

Pesquisador Climático Dr. Tad Murth, professor das ciências da Terra na Universidade Flinders, diz: “Eu comecei com uma firme crença sobre o aquecimento global, até que eu comecei a trabalhar por mim mesmo”.

Dr. Kiminori Itoh, um vencedor PhD em físicoquímica ambiental, diz que o medo aquecimentista é o “pior escândalo científico da História… Quando as pessoas descobrirem qual é a verdade, elas se sentirão decepcionadas pela Ciência e cientistas”.

 Andrei Kapista, um geógrafo russo e pesquisador do manto de gelo antártico, diz “Os teóricos de Kyoto colocaram a carroça antes do cavalo. Este aquecimento global é que demarca altos níveis de dióxido de carbono na atmosfera, não a maneira inversa…”.

Físico Atmosférico James A. Peden nota, “Muitos [cientistas] estão agora buscando por um meio discreto de cair fora [por promover os medos aquecimentistas], sem arruinarem suas carreiras”.

O erro de Honduras

Talvez no post abaixo fique parecendo que sou favorável  Golpes. Não sou. Reconheço que da maneira que foi executado o que aconteceu em Honduras pode ser sim caracterizado como golpe. Mas qual a meneira apropriada para tratar com um caso daquele?

O mais certo seria ter prendido o presidente ou o afastado das funções durante uma investigação. Provas e motivos havia. O fato é que Zelaya já estava tentando dar um golpe quando convocou o exército a executar uma medida definida como ilegal pela justica e pelo congresso.

O erro foi ter enviado Zelaya à Costa Rica. Não sei bem porque essa decisão foi tomada, pode ser que no futuro deem uma explicação melhor, mas que a princípio foi uma decisão errada não há dúvidas.

Democracia não existe fora de um império de leis. Zelaya desobedeceu esse princípio e decidiu legislar por conta própria. Estava errado de diversas maneiras.

Mas ao deportar o presidente, as autoridades hondurenhas erraram, já que ele deveria ter sido julgado, com direito a toda defesa prevista na constituição hondurenha. Nada disso iria atrapalhar a democracia já que as eleições estavam e continuam marcadas.

Ainda Honduras… Será golpe?

O caso do Golpe, se é que podemos chamar de Golpe, em Honduras é muito diferente de todos os outros movimentos políticos violentos já vividos pela América Latina. Quem resumiu muito bem o caso foi o ex-Blog do Cesar Maia:

 

1.O presidente Zelaya foi eleito pelo Partido Liberal (direita) e algum tempo depois se tornou chavista. Com eleições convocadas para novembro deste ano, forçou o direito à reeleição. O Congresso rechaçou a proposta. Zelaya ignorou a decisão do Congresso e partiu para realizar o plebiscito de qualquer forma.
               
2. O promotor e defensor dos direitos humanos considerou o plebiscito ilegal. O STF, o TSE e o MP o declararam inconstitucional. O parlamento votou lei impedindo. Os comandantes das Forças Armadas foram exonerados. O Supremo determinou que o general chefe do estado maior fosse restituído a seu posto (medida inusitada).
               
3. A intervenção de Chávez foi alarmante. Mandou rodar as cédulas do plebiscito e fazer as urnas, e as enviou a Tegucigalpa. Insultou as autoridades constituídas hondurenhas – judiciais, militares e parlamentares. Chamou o chefe do estado maior, general Vásquez, de “gorila e traidor”. E colocou suas Forças Armadas de prontidão. O presidente Zelaya foi ao aeroporto, com seus correligionários, receber o material desde Caracas. As urnas foram distribuídas por uma frota de táxis contratados.               
               
4. O STF determinou a prisão de Zelaya. Este apresentou sua renúncia à presidência ( http://writer.zoho.com/public/blogdocesarmaia/Doc22http://www.elheraldo.hn/Secciones-Secundarias/Videos?v=8xhzctcz2e0m). Pela manhã, o Congresso aceitou a renúncia e nomeou presidente o presidente do Congresso, Roberto Micheletti ( http://www.youtube.com/watch?v=A646Y54Uiww&feature=related). Zelaya foi detido pelo exército e transferido para Costa Rica. Negou a renúncia. Então Chávez o transferiu para Nicarágua e convocou reunião dos países do ALBA.
               
5. Os EUA ainda não reconheceram o novo presidente, assim como o Brasil e o Chile. Entendem que o impasse, e mesmo os excessos inconstitucionais de Zelaya, não requereriam a destituição do mesmo. Brasil, Equador e Bolívia foram exemplos nos últimos 20 anos de presidentes destituídos constitucionalmente, sem uso do exército.

 

Eu tenho lá minhas dúvidas que ele tenha renunciado à presidência. Mas também aceito a possibilidade de ele ter feito isso para escapar da prisão e depois usar como munição política. Faz parte.

Mas o que é mais marcante para mim é a reação tanto da ONU quanto de outros países. Da OEA já não espero nada de bom mesmo. Absolutamente ninguém se pronunciou dada as ilegalidades cometidas por Zelaya. Absolutamente ninguém se pronunciou dado à ingerência realizada pela Venezuela, agora que o Presidente foi destituído seguindo um movimento político violento, mas muito mais legal e com o intuito de preservar a democracia  e a constituição hondurenhado que o jogo que Zelaya estava realizando. Logicamente será mais um assunto a entrar no jogo esquerda x direita previsto por Gustavo Corção, mas de qualquer forma será interessante averiguar como se dará a reação de diversos países. Será que irão seguir o presidente Zelaya ou o Congresso e Suprema Corte hondurenhos?

Outro fato marcante é que no início do movimento a imprensa sugeriu que se tratou de um Golpe Militar. Não foi. Não há uma junta militar comandando o país, não há generais na presidência, o exército não fechou o Congresso. Quem assumiu foi o Presidente do Congresso assim como determina a constituição hondurenha. A atuação do exército foi determinada pelo poder judiciário e o exército executou a ação a qual lhe foi determinada pela justiça. Nem mais, nem menos.

Ou seja, o caso hondurenho será bem interessante no sentido político e jurídico. Foi golpe? Alguns poderão falar que sim. Mas também acho que alguns poderão falar que não. Já que foi um movimento comandado pelos dois outros poderes (Judiciários e Legislativo) com o intuito constitucionalista.

Continuo acompanhando o caso pelo El Heraldo.