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Partido Republicano e Partido Democrata: mais do mesmo.

fevereiro 23, 2010 Deixe um comentário

O título desse artigo bem que poderia ser “Porque os tea parties são tão temidos?”.

O movimento “Tea Party” tem recebido bastante atenção dentro e fora dos EUA. E com essa atenção também vem às criticas. Algumas bem rasteiras, fruto da ignorância sobre o movimento, seus objetivos e das pessoas que fazem parte dele. O Igor T. em seu blog “A Mosca Azul” comentou sobre alguns dos participantes do “Tea Party”:

Vejam os Tea Parties. Tem radical? Tem. WASP (White Anglo-Saxon Protestant) caduco? Sem dúvida. Libertários manés? Não duvido. Neocon palinizado? Infelizmente. Renecks? Soube deles. O movimento abriga todo tipo de desocupado, o que nos leva à única pergunta a ser feita: e daí? Acontece em todo melting pot político, esse fondue de tagarelas. A causa é boa, abrace-a.

Ele está coberto de razão. Parte da esquerda americana e mundial aproveita esse fato para descaradamente desacreditar todo o movimento. Mas será que logo a esquerda pode fazer isso? Eles não possuem um telhado de vidro. Não possuem telhado algum para esse tipo de crítica.

Mas o motivo do artigo não é esse. É debater a causa de o movimento ter e estar se desenvolvendo a margem do Partido Republicano que seria o natural fomentador de algumas propostas abraçadas pelos “tea parties”.

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Tea Party

janeiro 22, 2010 8 comentários

Muito pouco no Brasil se fala no movimento “tea party” que voltou com toda a força nos Estados Unidos. Esse movimento representa uma importante parcela da população americana que defende uma menor intervenção do Estado na economia, menos impostos e valores tradicionais da cultura americana.

Foi esse movimento que causou a Revolução Americana e a consequente independência do país do domínio inglês.

Um jornalista do EL PAÍS escreveu: “Transferido para o início do século 21, o “tea party” é um movimento que substancialmente representa o medo do homem branco de classe média, exacerbado pela crise econômica e a chegada de um afro-americano à Casa Branca. Suas ideias e suas mensagens são uma mistura de anarquismo liberal, racismo e fanatismo religioso.”.

Podemos ver claramente que ele está certo por aqui:

Ei! Eu não sou branco! E não sou socialista!

Aqui também:

Martin Luther King era republicano!

Mais um?

Entrou por conta da MAD

Um negro com papel de destaque no movimento Tea Party? Mentira!

Pois é...

 

Também aqui:

Já chega de impostos!

A última, prometo:

Hei! Look at me! I'm not white! I'm not white!

Aliás, essa é uma acusação antiga. Em um programa da MSNBC, uma das redes de apoio ao governo americano (que tem visto sua audiência despencar) Chris Mattews comentou que um dos protestos patrocinados pelos “tea parties” era um movimento monocromático, ou seja, só havia brancos. Infelizmente para ele existe algo chamado Projeto 21, um movimento conservador e moderado negro e um de seus afiliados, Bob Parks escreveu na página do movimento:

“Aqui uma notícia fresquinha para o Sr. Chris Mattews: Eu estava lá. Assim como meu filho. Da última vez que chequei ambos somos negros – e não éramos os únicos negros lá. Eu conheço outros negros que estiveram lá, inclusive negros que tiveram oportunidade de discursar. Acredito que as câmeras da MSNBC não os filmaram.”

E finaliza a questão:

“Para mim, isto significa que Chris Mattews pensa que negros que não seguem a cartilha da esquerda ou são invisíveis – e aparentemente irrelevantes – ou tão vendidos que se tornaram brancos. Evidentemente ele não tem a coragem de nos receber em seu programa, então ele pode nos chamar de todos os “tea parties” de brancos na nossa cara.”

Bob Parks - Say it now, say it loud: I'm black - and a "tea party" - and I'm proud!

Bob Parks e seu grupo são apenas um dos que desmistificam o movimento dos “tea parties”. Aparentemente ambos os partidos majoritários se afastaram tanto dos anseios de grande parte da população americana que esta começou a renegar ambos os partidos.

A vitória republicana em Massachusetts não pode ser encarada totalmente como uma vitória republicana e sim como uma vitória do movimento “tea party”, pois o candidato vitorioso utilizou a estratégia de se afastar dos medalhões republicanos no Estado e pela primeira vez em décadas a cadeira do ícone democrata Ted Kennedy, ficou nas mãos de um republicano. E não em um republicano comum, mas um que de várias maneiras difere do próprio partido republicano.

Enquanto o movimento não for compreendido como um movimento totalmente legítimo, cujas propostas não diferem em absolutamente nada do que se pode encontrar dentro da constituição americana, na própria história daquele país, os políticos e jornalistas como o do El País continuarão a se espantar com vitórias dos candidatos ligados ao movimento e os partidos republicanos e principalmente o partido democrata sofrerão cada vez mais derrotas em eleições. E Chris Mattews continuará vendo sua audiência despencar e ver a audiência de pessoas como Glenn Beck (quem eu particularmente não tenho a menor simpatia) e da Fox News crescer exponencialmente.

Essa eleição foi a primeira e foi apenas um aviso. Será que eles irão compreender o que está sendo dito? Duvido.